CONCEITOS BÁSICOS DA HUNA

O princípio básico da Psicofilosofia Huna é não ferir, isto é, não causar sofrimento a si mesmo, aos outros e à natureza. Podemos evitar isso não nos omitindo nas situações que exigem de nós atitudes coerentes, que promovam o nosso equilíbrio e do meio em que vivemos. Não devemos nos exceder nas ocasiões em que depende de nós um bom senso para que tudo transcorra serenamente. Não podemos permitir que sejamos usados para ações que causem prejuízos por exacerbação das mesmas. Qualquer ação que pratiquemos depende de uma intenção; assim, é a intenção a mãe de todos os problemas e virtudes que acontecem. Concluímos então, que é na intenção que está tudo que praticamos na vida e é nela que devemos focalizar toda nossa atenção para que não caiamos na omissão e no excesso que nos conduzem ao desequilíbrio físico e mental, quando praticamos ações que provocam sofrimento e danos a nós mesmos e em geral. Assim sendo, é a intenção o alvo do "orai e vigiai" para que possamos crescer e evoluir na constante busca da felicidade. A Huna tem princípios e ensinamentos que nos ajudam nessa busca de uma maneira mais suave e simples, deixando de ser o sofrimento o paradigma de crescimento e evolução. Para conseguirmos exercer esse princípio básico, se faz necessário o conhecimento dos elementos da psicofilosofia Huna. Para enumerar esses elementos conceituaremos a Huna em três partes: Uma teórica , uma prática e uma mitológica .

 
1. Na parte teórica nos diz que o ser humano é formado de três espíritos ou aspectos independentes entre si, mas interligados nas ações, quando um depende do outro para se desenvolver e de um corpo físico quando reencarnados. Existe uma energia que chamamos de "mana" que é o elemento de coesão entre os três, tendo cada um sua própria mana. O corpo é uma imagem manifestada dessa coesão por meio de uma substância, a substância aka. É a substância básica que permeia todo o universo físico e dela é formada toda manifestação material. Significa luminosa, transparente, sombra, reflexo, espelho e essência. É espelho quando reflete padrões de pensamento nos níveis psíquico e físico. Em relação ao pensamento puro é uma simples sombra. Age como um continente para mana quando formada ou moldada pelo pensamento consciente ou subconsciente. Com as características refletivas dessa matéria capacitam o xamã havaiano a mudar condições, mudando os pensamentos e as memórias. Essa substância de origem divina em consonância com a energia mana, torna possível as manifestações. Para que isso ocorra, cada espírito possui um corpo-aka que lhe é peculiar e tem funções determinadas. Sendo a Huna uma teoria de transformações, costumamos denominar cada um desses elementos pelos seus nomes em Língua Havaiana.
Podemos sintetizá-los da seguinte maneira:
Unihipili ou eu básico corresponde ao subconsciente da Psicologia ocidental, mas é diferente. Possui um corpo etérico - kino-aka - e uma energia vital - mana. Sua função principal é a memória e a motivação é o prazer. Uhane ou eu médio corresponde ao consciente ou ego da psicologia, mas não é semelhante. Possui um corpo etérico - kino-aka - e uma energia vital - mana-mana. Sua função principal é a de tomar decisões e sua motivação é a ordem. Aumakua ou Eu Superior, corresponde ao superconsciente, fazendo-se uma analogia com a psicologia ocidental. Possui um corpo etérico - kino-aka - e uma energia vital - Mana-loa. Sua função principal é a criatividade e sua motivação é a harmonia. É o único que está ligado ao corpo físico, mas não faz parte dele. Quando reencarnado o ser humano possui o corpo físico - kino -. Esses conceitos chegaram até nós por intermédio dos estudos de Max Freedom Long. Essa conceituação se sintetiza na prática, no que chamamos de " Prece-Ação ". Serge King e outros também buscaram na antiga tradição havaiana os elementos teóricos de seus estudos. Como todo sistema é arbitrário e relativo por ser interpretativo, a Huna também o é. Isso nos dá a liberdade de sermos ou não adeptos dela, conforme a interpretação que damos a esses conhecimentos e ensinamentos.
 
 
2. Na parte prática , temos entre outros elementos, a Prece-Ação já citada acima, com a qual obtemos bons resultados. É usada principalmente, para curas e alívio de qualquer tipo de sofrimento, podendo, no entanto, ser feita para se obter qualquer coisa desejada. Obtém-se resultados eficazes, pelo fato de trazer um enfoque diferente de como se deve fazer uma prece. Isso só se torna possível depois de conhecermos os conceitos da Huna. A leitura atenta e livre dos Evangelhos nos mostra que esses princípios da Huna não passaram despercebidos por Jesus. A parte prática da Huna está essencialmente centrada no xamanismo. O xamanismo ensinado pela Huna refere-se ao Xamanismo Havaiano. Tudo começou quando se reuniram grandes mestres kahunas para sintetizarem os ensinamentos em alguns princípios que pudessem traduzir o pensamento e as atitudes que deveriam ter aqueles que se dedicassem a usar a Huna como uma prática de vida. O termo xamã deriva da Língua Tungue falada na Sibéria e hoje está mundialmente difundido como significando curandeiro. Em havaiano, segundo Serge King a palavra para xamã é kupua e define xamã como um curandeiro de relacionamentos entre a mente e o corpo, entre pessoas e ambiente, entre seres humanos e a natureza e entre a substância e o espírito. É um co-criador. Os mestres kahunas sintetizaram o xamanismo havaiano em sete princípios, aos quais juntaram corolários, atributos, talentos e cores.
 
3. A mitologia havaiana ensinada pelos kahunas do Antigo Havai'i é constituída por um panteão com doze deuses principais, por uma corte angelical, deuses secundários, heróis e espíritos ancestrais que atingiram alto grau de evolução. É constituída de sete céus divididos em três planos divinos e quatro espirituais, recebendo os sete a denominação de Po . A mitologia dá à Huna um sentido místico e religioso. É uma filosofia de cunho monoteísta apesar dos deuses citados, pois existe a crença em um Ser Supremo (Teave), de quem tudo se originou. É o Pai a que se referia Jesus. Criou o Deus manifesto Tane e a Deusa Na'Vahine. É o Deus Pai/Mãe ( Tane/Na'Vahine ), o organizador do universo e gerador dos deuses e dos seres existentes manifestados na Terra. O plano das manifestações é chamado de Ao. Os kahuna criaram regras e normas disciplinares e possuem um livro sagrado, o Cântico da Criação o (Tumuripo). Os havaianos até a chegada dos missionários nas ilhas guiavam-se por leis e normas rígidas que eram obedecidas rigorosamente; essas leis e normas estão nos ensinamentos denominados (Kapu). Leinani Melville traz em seu livro "Children of the Rainbow" um histórico sobre esse povo, seu continente e sobre o povo do Havaí que conhecia sua tradição; seu aprendizado começou na sua infância entre as velhas tutu (velha kahuna) , dentre elas sua avó e também, com uma kahuna vidente aprendeu o significado simbólico e teórico, o que passamos a transcrever de seu livro. Os Mu conheciam sua terra natal por diversos nomes. Havai'i agora pronunciado Hawai'i era apenas um deles. Era às vezes chamado de Havai'i - ti - Havai'i, onde a vida surgiu e se desenvolveu. Havai'i originariamente, referia-se ao enorme continente que existiu em tempos pré-históricos no Oceano Pacífico e não, ao belo cordão de ilhas esmeraldas que hoje são conhecidas como Ilhas Havaianas.
 
Foi neste continente perdido, que os extintos Mu viveram. As atuais ilhas, são os antigos picos das montanhas do continente que submergiu, que foi partido em pedaços por terremotos, destroçado por maremotos de vagalhões gigantescos, despedaçado por erupções vulcânicas. A tradição foi passada por alguns habitantes de Mu, que sobreviveram ao cataclismo que destruiu a antiga civilização. Esses poucos sobreviventes preservaram as tradições de seus antepassados e as passaram para a geração seguinte. Esse costume continuou por séculos, até mesmo por milhares de anos, até que o Capitão James Cook, o navegador Inglês, descobriu os remotos descendentes de Mu, vivendo nas selvas do Havaí. O Havai'i era às vezes chamado de A Terra de Rua (Ta aina o Rua). Rua significa crescimento e desenvolvimento pelo fogo. O povo de Mu muitas vezes, chamava sua terra natal de Ta Rua ou Rani (buraco, ou cratera do céu). Era mais popularmente conhecida como Ta Rua . Baseado em pesquisas e traduções de cânticos antigos fica claro que a denominação foi criada no continente perdido de Mu , hoje conhecido pelo nome científico de Lemúria. Aquele continente hoje submerso, era às vezes, chamado pelos antigos havaianos, de A grande ilha escondida de Tane . Mais popularmente era conhecida pelos nomes de Ta Rua ou Havai'i-ti , Havai'i , onde a vida surgiu para a existência e expandiu-se em crescimento. Os primeiros habitantes daquela terra esquecida eram conhecidos como os Mu .
 
Textos e Artigos retirados do site http://geocities.yahoo.com.br/huna_estudos/