HUNA, UMA TRADIÇÃO MILENAR PARA O SÉCULO XXI

 
A psicofilosofia Huna, apesar de pouco conhecida, é um desses tesouros que fica no anonimato esperando que surja sua vez para que possa desenvolver e dar os frutos de que é capaz. Sua história é longa e cremos ter iniciado no desaparecido Continente de Mu, que existiu onde está hoje o Oceano Pacífico, vítima de cataclismos acontecidos há cerca de treze mil e quinhentos anos, época em que submergiu, levando consigo, essa esplendorosa civilização. Segundo James Churchward, em seu livro "O continente Perdido de Mu", esse continente possuía cerca de sessenta milhões de habitantes e se espalharam formando colônias nos continentes e paises atuais, desde Myanmá (Birmânia) até os da América do Sul. Os remanescentes desse povo habitaram a Polinésia, ilhas que permaneceram após o cataclismo. Nossos estudos baseiam-se no conhecimento dos kahunas (guardiões do conhecimento secreto) havaianos, que por séculos e mesmo milênios transmitiram essa jóia do conhecimento humano oralmente, de pai para filho, mantendo a tradição e a pureza da sabedoria Huna. Sob o ponto de vista filosófico e psicológico, difere muito dos conceitos atuais, não havendo, no entanto, contradições entre os conhecimentos esotéricos, místicos, religiosos e científicos, se nos aprofundarmos bem nas experiências narradas pelos kahunas, desvendando seus sistemas de navegação, medicina, engenharia, religião, mitologia, etc. Como pode ter passado despercebido tamanho conhecimento diante do desenvolvimento cultural da humanidade? Cremos que os ciclos da história se fazem com o descobrimento de conhecimentos que estão nas memórias coletivas e individuais, que se encarregam de mostrar nas épocas certas o simbolismo dos grandes arquétipos, molas propulsoras do conhecimento e da sabedoria. Como não acreditar nisso, se só agora o homem começou a desvendar as chaves da vida, mapeando o DNA e causando a maior revolução não só no conhecimento cientifico, mas também em todos os setores da vida, englobando o ser humano e toda a natureza, agora passível de ser desvendada, possibilitando a evolução global da Terra com seu equilíbrio natural. Situações novas trazem insegurança pelas transformações dos padrões vigentes sociais e científicos, causando bloqueios e resistências nos senhores do intelecto, donos das verdades por eles criadas e que, no entanto, estão sujeitas a mudanças radicais, como por exemplo, a derrubada do muro de Berlim de maneira pacífica e tranqüila, iniciando um novo ciclo social. O mesmo está acontecendo em torno do que começa a surgir com as descobertas no DNA e no desenvolvimento da informática; essa polêmica situação revolucionará toda a conserva cultural e poderá até criar um certo pânico comandado pelos retrógrados defensores da manutenção dos costumes, na luta que se inicia no novo crescimento e na possível evolução do ser humano para uma condição diferente de tudo que se conhece e se defende atualmente como verdade, desde o valor do sexo na reprodução até o questionamento do trabalho produtivo como fonte de desenvolvimento e valorização do homem, que aos poucos vai sendo substituído pelas maquinas por ele criadas. O que fazer com o tempo? Como ficará o espaço? São perguntas que serão respondidas com outros padrões, num novo pensar, sentir e agir, diferentes dos que atualmente concebemos, tanto no sentido moral, científico ou social, revolucionando os conceitos.
A Huna em seu conjunto de conhecimentos e experiências poderá contribuir, trazendo tranqüilidade, prudência e coragem para que o homem busque a solução dos mistérios que aos poucos estão sendo desvendados e que nada mais são do que o ignorar a essência e a falta de liberdade para permitir que a mente guiada pelas grandes e simbólicas memórias possa adquirir uma nova dimensão, auxiliada por um Eu Superior que mora dentro de cada ser e de cada coisa da natureza e está a espera dos que têm possibilidades de neles penetrar. Suas características não são as do intelecto que fecha as portas da sabedoria dos grandes mestres, impedindo que ande de mãos dadas, ciência, mística, religião e conhecimentos esotéricos. A Huna em sua simplicidade pode contribuir criando condições internas que favoreçam as mudanças necessárias para o novo entendimento que a humanidade e a natureza estão necessitando. Nosso alerta é no sentido de que precisamos nos desarmar mentalmente abandonando as defesas encouraçadas no medo, na insegurança e na culpa trazidas pelos padrões intelectuais e doutrinários vigentes, estruturados na necessidade da demonstração dos fatos como realidade. Mudança real é a palavra chave do novo milênio e a Huna muito pode contribuir ajudando-nos a desvendar os mistérios internos, modificando nosso sentir, pensar e agir, dando-nos a liberdade suficiente para penetrarmos nos mistérios dos novos progressos que a humanidade começa a descobrir, e que se houver as mudanças necessárias poderá desfrutar de um mundo maravilhoso, harmônico e equilibrado, dentro das novas condições do novo milênio. É o novo homem, genial e transmudado, o filho de Deus que passa a habitar seu novo reino de paz e amor. É a redescoberta do Cristo permitindo que os mistérios desapareçam abrindo para a humanidade seu DNA, há tanto tempo escondido na nossa culta e milenar ignorância.
 
HUNA
Quer dizer: Segredo! Não no sentido de manter algo oculto, mas sim, de descobrir um sentido mais profundo na nossa existência. Conhecimento oculto ou realidade secreta é a realidade mais difícil de ser vista. Também significa princípio feminino, mais princípio masculino, o que corresponde à manifestação da VIDA. Leinani Melville diz que HUNA é “profundidade”. Serge King define HUNA como “o que é oculto ou o que não é óbvio”; “nome dado ao conhecimento dos kahunas, filosofia de realização, utilizada em qualquer contexto, pessoal, social, científico, religioso”. E Max Freedom Long assevera que “qualquer associado da Huna não deve desistir de sua fé tradicional, pois, HUNA é uma ferramenta que pode ser usada por todos, a qualquer hora, em qualquer contexto”.
 
KAHUNA
“Dono do segredo”, “transmissor do segredo”, “perito que faz”, não necessariamente havaiano. Um kahuna é um Xamã que mergulha na vida com sua mente e seus sentidos, desenvolvendo o papel de co-criador. Os kahunas de antigamente viviam em pequenas comunidades e aprendiam principalmente, como lidar com fenômenos naturais, dominar os ventos, como fazer chover, pois dependiam desses fenômenos para sobreviver. Hoje, vivemos em uma aldeia global e, os ‘kahunas-urbanos’ têm uma tarefa especial que é a de manter uma vida saudável e harmoniosa no convívio social.
 
Textos e Artigos retirados do site http://geocities.yahoo.com.br/huna_estudos/