Ordens e Afirmações / Princípios

Ordens e Afirmações

Podemos encontrar os essênios em duas diferentes ordens: uma de vida monástica, junto ao Mar Morto e outros mosteiros e outra dispersa por toda a Palestina, Ásia e Alexandria, formando grupos de dez filiados, cada um com um dirigente.

Os grupos próximos têm alguma interdependência, chegando a somar cinqüenta ou cem.

No campo religioso, eles representam o não conformismo típico, que combina uma inquietude interior com disciplina quase fanática. São comparados aos primeiros cristãos.

O Rei da Prússia, escrevendo a Voltaire, afirma: “Jesus foi um essênio.”

Gratz, em sua obra, afirma: “João Batista era essênio.”

 Edmund Wilson, jornalista do New York Times, em série de reportagens sobre os documentos encontrados em 1947, escreve: “O Convento, esse prédio de pedras junto às águas amargas do Mar Morto, com seu forno, seus tinteiros, túmulos e piscinas sacras, é, talvez, mais do que Belém e Nazaré, o berço do cristianismo.

Princípios

Os essênios ensinam a piedade, santidade, vida familiar e vida civil.

Ensinam a não jurar e a não mentir.

Crêem que o homem é a causa de todo bem e de nenhum mal.

O amor da virtude compreende desprendimento da riqueza e estabilidade de tudo o que assegura bons costumes.

O amor aos homens exige benevolência, igualdade, concórdia.

Ninguém possui uma casa que não possa ser comum.

As vestes podem ser usadas por todos. O alimento para todos é igual.

Os doentes sem recursos não ficam sem cuidados. Eles têm em comum o que é necessário para tratá-los.

Respeitam os velhos e deles cuidam com suas próprias mãos, como filhos agradecidos, ainda mesmo quando não sejam seus próprios pais.

Habitam em aldeias, evitando as cidades pelas injustiças a que seus habitantes estão acostumados.

 Alguns trabalham na terra e outros nas artes, tornando-se úteis a si e a seus vizinhos. Não se preocupam em ajuntar prata nem ouro, nem grandes parcelas de terra para aumentar os seus ganhos, contentando-se com o que lhes forneça o necessário para a vida.

Consideram grande abundância  ter-se poucos desejos e fáceis de ser satisfeitos.

Não há entre eles fabricantes de armas de guerra.

Entre eles não há escravos; todos são livres; uns ajudam os outros. Condenam a escravidão não somente porque destrói a igualdade, mas porque atenta contra o direito da natureza que, como boa mãe, faz os homens irmãos, não apenas no nome, mas na realidade.

Desprezam a lógica e as palavras complicadas como inutilidades para adquirir virtudes. Preocupam-se, no entanto, com a física e com a astronomia, quando estas ensinam a existência de Deus e a origem do Universo.

Tem grande cuidado com a moral, tomando como guia a lei dos antepassados.

Nos fins de semana estudam muito. Um lê livros e o outro, entre os mais preparados explica aquilo que não foi facilmente entendido, dada à simbologia usada nos ensinamentos.