Parábola dos Piratas

 



Por Lúcifer

De que forma a fusão dos dois Universos Complementares vai reflectir-se na estrutura e nos habitantes (e, portanto, na sociedade) da Terra? Como podes perceber, o efeito será estrondoso, porque, se a natureza do Criador se altera, o mesmo acontece à sua Criação. Os seres humanos são Quadros Vivos que um Pintor concebeu, absorvendo duas tendências opostas e antagónicas. Melhor: os seres humanos foram criados quando a Pintura estava num nível elevadíssimo, gerando uma maravilhosa Galeria de Arte. Um dia, as condições da Galeria de Arte mudaram, porque ela foi tomada de assalto por um grupo de vândalos.

Mas, quando estes usurparam e se instalaram no espaço da Galeria de Arte, o seu Gerente percebeu ali uma excelente oportunidade de crescimento para todos: para os seus Quadros Vivos e para os usurpadores, que poderiam aprender um pouco da elevadíssima Arte que se ali praticava. Tudo isto com o aval do Grande Pintor, é claro. Contudo, os intrusos introduziram uma espécie de humidade na Galeria, que, com o tempo, muito estragou os Quadros. E porque gostaram do que estava acontecer, esses invasores decidiram brincar introduzindo alterações na essência dos Quadros Vivos. Por outras palavras, borraram a Pintura!

Tudo parecia arruinado até que, ao fim de muito tempo humano, a tríade sombria de usurpadores depositou toda a sua obra aos pés do Grande Pintor e, percebendo que a sua função de manipuladores terminara, aceitou o «convite» de regressar ao seio de quem a tinha criado. Por que aconteceu isso? Porque, apesar das fortes «borradelas da pintura», a tinta, com que se viria a pintar um novo Grande Quadro da Criação, conseguiu fixar-se em dois dos Quadros Vivos, que representavam o Gerente e a Gerente da Galeria de Arte da Terra. Todavia, eles não eram pinturas em branco, pois também tinham sofrido os efeitos de muitas borradelas. Mas, embora a muito custo, estavam a ser limpos. E era quando se raspavam esses Quadros Vivos, para tirar a pintura velha, que a dor surgia, causando-lhes muito desconforto. Esse duro trabalho de restauro para tirar a pintura velha, visava ver, antes de mais nada, até que ponto a Entrega daquela dupla à Galeria de Arte era mesmo Total. E, enquanto isto acontecia, a tríade de líderes dos usurpadores já fora submetida, ao mais alto nível, a uma transformação intensiva. Esta metamorfose foi de tal ordem que, ressurgiram irreconhecíveis, prontos para se fundirem com a tríade gerente a Galeria de Arte.

Então, como sabiam perfeitamente o que tinha sido feito para corromper os Quadros Vivos, a sua função, depois da fusão, passou a ser restaurar todos aqueles que eles próprios tinham estropiado, livrando-os da pintura horrorosa que tinham mandado aplicar por cima da Pintura Original. Entretanto, e em paralelo, a Tríade Gerente da Galeria de Arte da Terra tratava de apurar um novo estilo de Pintura, para que as novas Obras de Arte - que, naturalmente, viriam a surgir, fruto da fusão -, fossem ainda mais primorosas do que as que anteriormente existiam.

 

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Esta é uma pequena parábola, que deve ser dada a conhecer a todos os que duvidem que a mudança é possível, mesmo quando se trata da chamada a «raiz do mal». Negar a possibilidade de erradicação ao «arquétipo do mal», é negar a possibilidade de cada ser humano mudar. Há quem julgue que certas pessoas não podem mudar. Mas, em contacto com a Energia Matriz que o planeta começa a irradiar, todas as estruturas velhas acabarão por cair. Essa derrocada acontece, primeiro, dentro das pessoas.

Vocês os dois, queridos Vitorino e Esmeralda, evitam divulgar que isto ou aquilo vai acontecer, receando que vos consideram arautos da perdição do mundo. Mas podem dizer, a quem participa nos vossos trabalhos, que, quando começarem a sentir-se mal, a adoecer, a entrar em depressão (que vai ser a doença mais comum dos próximos tempos, assim como o cancro), e a não aguentarem viver, tudo isso são sintomas da mudança do planeta!

Queridos seres humanos em geral: parem de ser patetas e deixem de pensar num final apocalíptico para a Terra. Só há uma coisa a dizer aos que não acreditam nestas coisas da Espiritualidade (o que está certo), aos que não aceitam nem compreendem a fusão dos Universos Complementares (o que também está certo), aos que não acreditam na erradicação do «arquétipo do mal» sem que os «culpados» sejam apedrejados em praça pública e sem que se instale um inferno (o que seria de esperar dada a vossa historia religiosa e politica). O que há dizer é o seguinte: quando sentirem que, de dentro de vocês, sai um vómito incontrolável e um medo profundo; quando ficarem doentes porque o vosso corpo começa a destilar toda a sorte de venenos; quando o vosso mundo começar a ruir, chorem tudo o que tiverem para chorar. Depois, recolham-se na Natureza e apelem ao seu consolo. A «Mãe» estará lá, emanando uma vibração (Energia Matriz) que vos ajudará a sentirem-se seguros, como se estivessem dentro do seu ventre. Depois, tratem de proclamar:

Eu aceito entregar-me ao Criador e entrar em transformação.

Podem não acreditar em nada do que foi dito; de certa forma, até é natural que não acreditem. Mas, quando a mudança se instalar dentro de vocês, vão precisar de ajuda. Quando nenhum médico vos valer, quando já nada fizer sentido, lembrem-se destas palavras e procurem aceitá-las. É verdade que, do ponto de vista humano tridimensional, naturalmente limitado, estas palavras não curam cancros, mas ajudam a destilar o veneno tridimensional que os provocam. Sempre que rejeitam a mudança, estão a rejeitar a remoção do «arquétipo do mal» e estão a rejeitar-se a vocês próprios, porque vocês são os Quadros Vivos que, agora, estão a ser resgatados e limpos. E sabem por quem? Por muito que isso vos arrepie, vocês estão a ser ajudados por aqueles que, antes de terem sido regenerados, introduziram a «humidade» nos vossos sistemas e, depois, pintaram o «arquétipo do mal» por cima da Obra-prima – aquela que foi criada pela tríade Luz/Amor, da qual eu sou o representante masculino.