SHOUD 4: “COMO ISSO FUNCIONA?: Parte 1”

 

OS MATERIAIS DOS SHAUMBRA
A Série dos Mestres:
SHOUD 4: “COMO ISSO FUNCIONA?: Parte 1” - Apresentando Adamus, canalizado por Geoffrey Hoppe
Apresentado ao Círculo Carmesim
12 de dezembro, 2009

 

Em todo o meu ser, Eu Sou o que Sou, Adamus of Sovereign Domain*. Bem-vindos ao meu mundo.

Vou dizer isto novamente. Em todo o meu ser, Eu Sou o que Sou, Adamus of Sovereign Domain.
*( N. T.: Como este termo escolhido por Adamus substitui seu sobrenome Saint Germain, talvez o melhor seja deixar em inglês. A tradução que vem acompanhando o termo tem sido “do Domínio da Soberania” ou “do Domínio Soberano”.)

Voltaremos a esta frase mais tarde, mas, por ora, é um prazer estar aqui. [Cauldre abre os olhos.] Estou acostumado a ver a maioria de vocês energeticamente, não fisicamente, portanto, tenho um pequeno choque ao olhar, ver as máscaras por trás das quais vocês estão escondidos, ver esses belos sorrisos neste dia, um brilho nos olhos que não estava muito presente alguns anos atrás.

Ah, sim, ainda existem desafios, jogos, questões com as quais lidar, bem, o fato de vocês realmente não estarem mais aqui... Não os antigos vocês. Agora a coisa é mais profunda. A coisa é mais profunda. Aqueles vocês de dois anos atrás, cinco anos atrás, não estão mais aqui. Vocês deram à luz um novo você, e vocês estão se acostumando a ele agora, em cada nível.

Ainda existem partes de vocês que querem voltar para o velho eu; é frustrante quando vocês não conseguem. Quando vocês tentam voltar lá e encontrá-lo e ele não está lá, é bem assustador. Mas, apesar disso, há uma celebração no fato de vocês renascerem. E esse eu, esse eu que renasceu... Ninguém pode se esconder de mim hoje. [Risadas enquanto Adamus olha para a plateia.] Esse eu que renasceu não é apenas uma continuação de suas vidas passadas.

Vocês me desculpem um instante. Do jeito que colocam fios em cima de Cauldre, qualquer dia vão eletrocutá-lo... e os ventiladores funcionando e o equipamento eletrônico... [Adamus remove um dispositivo eletrônico do bolso do paletó de Cauldre.] Pedimos desculpas, Sr. Kuderka, mas vamos usar isso depois. Assim... está melhor.

Vocês têm ideia de como sua realidade é cheia de ruídos? Quando apareço de repente assim, eu tenho que respirar fundo. Vocês têm o barulho das luzes, dos ventiladores, dos aparelhos eletrônicos, de tudo em volta de vocês, sem incluir os outros humanos. Sem incluir o ruído energético deles. Mas vocês ficam se impondo todas essas outras coisas ao redor... Humm... Então...

Vocês não são apenas uma continuação de suas vidas passadas. É por isso que eu os encorajo a não ficarem batendo na mesma tecla de quem vocês costumavam ser. É interessante, e, por entenderem de reencarnação, vocês compreendem a evolução e a jornada da alma. Eu realmente tenho pena dos que vêm uma vez só, que acreditam que vêm uma vez só. Eles simplesmente chegam e... [Adamus anda em direção à plateia e retrocede.] Não vou falar com ninguém agora, vou deixar pra mais tarde. Pude sentir essa energética... [risadas] me empurrando pra trás. É como... eu falei do ruído... Passo a passo, vamos entrando nas profundezas dos Shaumbra. [Mais risadas]

Assim, eu tenho mesmo pena dos que vêm uma vez só, mas esse é um sistema de crenças que eles estão escolhendo no momento. Eles o mantêm relativamente limitado. Eles estão jogando esse jogo de vir só uma vez, de ser bom ou ruim, de fazer ou desfazer. Por outro lado, há uma tendência para os nascidos de novo – vocês – nascerem de novo, de novo e de novo – só pra pensarem que são uma continuação da vida passada. Vocês não são de forma alguma. Os aspectos de sua vida passada produziram um movimento energético para que vocês pudessem vir para esta existência, esquecer todas essas existências e, de certo modo, recomeçar. Ser quem vocês querem ser.

Vocês ainda sentem aquela predisposição vindo de todas as vidas passadas. Ainda é fácil voltar e imaginar quem vocês foram e o que fizeram. E, de certa forma, é um pouco de... como vocês chamam? Fuga, não assumir a responsabilidade por si mesmos, dizendo que são apenas uma vida passada em evolução. Mas vocês não são. Vocês não são. Vocês poderiam, efetivamente, dizer que tiveram uma morte espiritual – uma morte do passado ou da sua história – há alguns anos, dependendo do caso. Provavelmente, vocês se lembram de uma situação que simplesmente parecia um nada total, uma total escuridão, uma total falta de paixão, um esquecimento – um esquecimento de quem vocês eram – e que os deixou com esse enorme ponto de interrogação: “Quem sou eu? Quem sou eu?” Tudo isso porque vocês se reinventaram. E quando vocês se reinventaram, meu irmão (se dirigindo a um membro da platéia), quando você se reinventou, foi interessante, porque você investiu num monte de características novas.

A nova essência com a qual vocês se permitiram vir... essa nova essência tem muitas ferramentas novas que nunca foram usadas antes em nenhuma existência. Novas ferramentas como a maneira com que vocês vão trabalhar com a Nova Energia; novas ferramentas como o modo como vocês vão reconstituir seu corpo; novas ferramentas como a habilidade de ir além das limitações da mente e uma nova ferramenta indispensável: o modo como vocês entendem essa coisa chamada Deus, essa coisa chamada Espírito.

Quando vocês renasceram, vocês sabiam que essas seriam questões que vocês contemplariam nesta vida, de modo que desenvolveram mecanismos para serem capazes de lidar com todas elas. Então, tudo sobre o que estamos conversando agora não é algo realmente novo. Ajuda a relembrarem, fazer vocês lembrarem, entenderem as coisas que já estão aí. O que vamos fazer aqui na próxima hora ou mais é trazer essas coisas para a superfície, trazê-las para esta realidade em vez de mantê-las em outras.

A grande questão aqui é aquela dúvida, aquela dúvida irritante, incomodativa que vive surgindo. É uma questão... e, repito, todos nós conversamos muito. Vocês sabem que vocês conseguem fazer isso. Vocês sabem que conseguem. Quando conversamos no estado de sonho, nós rimos e vocês dão um sorriso amarelo, porque vocês sabem que conseguem. Mas, então, quando vocês voltam pra cá, as dúvidas surgem. Elas vêm de... bem, elas vêm de partes de vocês que não são mais realmente partes de vocês, mas vocês meio que continuam recorrendo a elas. Em outras palavras, velhas crenças, velhos medos, coisas que aconteceram em vidas passadas ou nesta existência e que vocês continuam trazendo à baila. Vocês continuam trazendo essas coisas na forma de desculpas, de dúvidas, nesta existência, mas vocês sabem que tudo isso é realmente muito simples. Mas que coisa é essa? Bom, falaremos dela mais tarde.


Sobre os Shaumbra

Mas, agora, quero voltar ao ano de 2002, quando o Círculo Carmesim e os Shaumbra verdadeiramente se solidificaram, quando tantos de vocês ouviram este chamado para se reunir novamente. Nem mesmo Tobias sabia quantos seriam. Poderiam ter sido apenas uns poucos. Poderiam ter sido muitos. Acabaram sendo realmente muitos. Muitos, muitos que se lembraram de que eram Shaumbra, que eram família. Eles – vocês – fazem parte do Conselho Carmesim. Aqui na Terra, vocês o chamam de Círculo Carmesim, mas, nas outras esferas, vocês são participantes ativos do Conselho Carmesim. Vocês têm um papel, assumiram a responsabilidade de compreender a natureza da consciência e da energia.

Agora, vocês pensavam que, nos reinos angélicos, com toda a vasta sabedoria e com todos os seres grandiosos que temos por lá, saberíamos entender todas essas coisas. Mas não sabemos. Ah, e essa é a beleza da coisa. Nós não sabemos. Estamos compartilhando essa experiência com vocês.

Em outras palavras, como a consciência reage nesta dimensão da Terra, que é muito sólida, muito densa? Como a sua consciência se comporta aqui? Como vocês trazem a energia como uma de suas ferramentas? E estamos aprendendo com vocês. Vocês estão levando essa sabedoria e esse conhecimento para o Conselho Carmesim, que inclui alguns seres que nunca estiveram na Terra antes; inclui seres que estiveram na Terra e decidiram não encarnar novamente por um bom tempo; e inclui, é claro, vocês – seres humanos, seres angélicos que estão contribuindo com sua sabedoria.

Mas uma coisa estranha acontece. Mesmo sendo os sábios que vocês são nos encontros do Conselho Carmesim, vocês ainda tendem a esquecer disso aqui. Ainda tendem a esquecer disso aqui, parcialmente porque, sim, esta energia da Terra é muito densa, e uma das coisas que estamos aprendendo com vocês é como avançar pela densidade, como torná-la clara.

Também estamos aprendendo com vocês... vocês estão aprendendo com vocês mesmos... a fazer essa transição para uma consciência totalmente nova. Isso nunca foi feito antes. Não há nada nos arquivos. Não há nada nos Registros Akáshicos que tenha passado por isso antes. O que há é uma tentativa, especialmente quando vocês começaram a contemplar vidas passadas... um esforço de querer voltar e dizer: “Bem, não foi como no Egito?” Eles não passaram pela mesma experiência lá atrás. “Não foi como nos tempos de Yeshua?” Foi um tipo diferente de mudança. Foi uma mudança muito mais lenta e muito mais densa do que aquela pela qual vocês estão passando no momento.

Vocês estão passando por uma incrível mudança aqui. É espantoso, espantoso o que estamos todos aprendendo. Parte do meu papel aqui é lembrá-los, continuamente, de sua conexão com o Conselho Carmesim, com vocês mesmos. É tão fácil esquecer essa ligação, tão fácil pensar que vocês foram esquecidos pelos reinos angélicos, pensar que vocês foram esquecidos pelo Conselho Carmesim... Vocês não foram. Vocês não foram de jeito nenhum.

Voltem alguns anos atrás, quando Tobias estava reunindo novamente todas as energias de vocês... ele estava tão empolgado em ver quantos responderam e tão empolgado em saber que vocês estavam dispostos a serem os verdadeiros pioneiros e professores, começando primeiro com vocês mesmos, sem saírem por aí, dando palestras pra outras pessoas com base na teoria, mas, de fato, passando pela experiência da transformação, da alquimia bem aqui – a alquimia da energia bem aqui.

Naquela época, Tobias também sabia que ele estava voltando pra Terra pra se juntar a vocês, e ele, conversando comigo, disse: “Adamus, você não estaria interessado em assumir, tomar a frente quando eu voltar pra Terra?” Na verdade, eu tinha recebido uma oferta de outro grupo... [Risadas] E essa história é verdadeira, queridos Shaumbra... eu tinha mesmo recebido outra oferta, então, inicialmente, minha resposta foi de que eu não estaria disponível... porque eu quero focar um grupo só, com um tipo só de energia. Eu não quero que isso se espalhe pra todo lado, quero me dedicar aos Shaumbra. É por isso que vocês não ouvem falar de mim enquanto Adamus trabalhando com outros grupos. É este aqui, este grupo.

Tobias falou comigo, como vocês conhecem, de maneira um pouco mais convincente. Acho que ele chegou a implorar também [algumas risadas], mas ele ficou falando e me convenceu, ao menos, a considerar a oferta. Então, comecei a perguntar pra ele sobre os anos de experiência trabalhando com vocês e ele me explicou o que ele estava observando em todos vocês. Ele falou dos desafios de vocês, ele me falou das fragilidades, mas também me falou de suas aspirações e seus desejos.

Assim, comecei a refletir: “Vou para o Círculo Carmesim ou vou pra esse outro grupo?” Essencialmente, não literalmente, mas essencialmente, escrevi os prós e contras. Foi um conflito e tanto, mas estou aqui.

Agora, esse outro grupo era muito dedicado. Era muito cerimonioso. Era muito... a energia era muito tranquila e as pessoas faziam muita meditação e trabalhos em grupo e eram alegres. Elas tinham insights espirituais maravilhosos – num outro nível. Não na Terra. Tinham conceitos maravilhosos que estavam distantes. Em outras palavras, o que estavam desenvolvendo, o que estavam possibilitando enquanto grupo se refletia noutra dimensão. Teria sido bem fácil porque, com esse grupo, eu poderia ter dito algumas palavras escolhidas e todos se curvariam aos meus pés. [Adamus dá uma risadinha.] Essas pessoas são muito, muito... adoram louvar, não importa o que seja ou o que aconteça – adoram louvar.

Eu dei uma olhada nos Shaumbra. [Risadas] Dei uma olhada nos Shaumbra e, conversando com Tobias, ele me levou a alguns dos encontros de vocês, naqueles primeiros tempos – aqueles encontros como o que estamos tendo aqui – alguns como um convidado anunciado, muitos apenas como um convidado ao longe, e dei uma olhada em vocês. [Risadas] “Tobias,” eu disse, “Tobias, este é um grupo durão. Este é um grupo que não reverencia quase nada.” [Muitas risadas, aclamações e aplausos] O outro grupo... se a gente passasse um dever de casa, eles fariam [risadas], todos os dias – cinco, dez vezes por dia.

Este grupo... eu sei que vocês não fazem o dever de casa, e é por isso que eu amo vocês. [Adamus ri.] Eu sei que vocês fazem do seu próprio jeito. Eu sei que vocês não ficam 20 minutos por dia sentados, trabalhando com seu Pakauwah. [Adamus se dirige a um membro da plateia.] Eu ficaria bem desapontado se você fizesse isso. Você está muito ocupado enviando e-mails pro mundo inteiro! [Risadas] Eu sei que, com relação à respiração... vocês só respiram quando estão com problemas. [Muita risada quando ele aponta pra alguém disfarçadamente.] Isso mantém Aandrah ocupada. É muito trabalho de recuperação.

Eu sei que vocês respiram com o coração. Eu sei que se propõem a respirar e querem respirar, mas vocês estão muito ocupados com outras atividades na vida. Mas sei, também, que vocês compreendem a respiração. Vocês entendem o que ela é. Então, de certa forma, mesmo que vocês não estejam respirando fundo bem agora, vocês respiram. Vocês respiram. Aandrah sabe disso. Aandrah sabe que vocês entendem de respiração. Que ela significa um fluxo de energia. Significa viver. Significa sonhar. Eu sei que vocês sabem disso.

Assim, eu dei uma olhada neste grupo e disse: “O que acontece com os Shaumbra que eu acho tão desagradável [risadas] e intenso, mas que é também um desafio que não posso deixar de enfrentar? O que é isso que esse outro grupo não tem?” É que vocês são reais. Vocês são muito, muito verdadeiros. Devem ter outras palavras pra descrever – vocês têm conhecimento de causa, pé no chão, são irritantes, agressivos, às vezes. Quero dizer, realmente, que vocês entram na vida. Vocês não ficam só falando dela. Vocês não ficam sentados no topo da montanha, contemplando a vida. Vocês são a vida. Vocês são muito, muito reais, e é por isso que adoro trabalhar com vocês. É por isso que aguardamos tanto de vocês enquanto prosseguimos. Vocês têm uns aos outros. Nós temos uns aos outros.

Sabemos o que está em seu coração... não há nada que possa nos parar, nos impedir. Impedir de fazer o quê? Não sei. Mas qualquer que seja nossa escolha, nada vai nos parar. E eu sei onde isso vai dar.

Vai dar num lugar em que vocês vão, de repente, perceber a imensa simplicidade de tudo. Falamos disso antes – simplicidade, simplicidade. Simplicidade não é falta de profundidade, de cor ou de significado. Simplicidade tem mais destas características do que esse tipo de vida mental confusa que tantos levam. Participar da vida mental, cheia de drama, é realmente muito chato. Não tem profundidade. Tem largura. Uma linearidade, mas não profundidade. E o que ouço vocês chamando pra suas vidas é profundidade, significado, cor, um relacionamento com vocês mesmos e com o mundo ao redor.

No momento, não é bem um relacionamento. É uma reação. É uma reação de vocês a vocês mesmos; uma reação de vocês ao mundo ao redor de vocês; uma reação de vocês ao seu corpo, mas realmente não é um relacionamento. E é onde nós estamos. Esse relacionamento será tão profundamente simples que vocês vão fazer assim [Adamus bate na testa.] quando compreendê-lo.

E, na verdade, vocês não precisam mais passar existências de sofrimento, disciplinas e práticas... cada um de vocês passou por tudo isso antes. Cada um de vocês numa vida passada – quer tenham sido um padre, uma freira, um rabino... cada um de vocês, quer tenham sido um grande praticante de meditação, uma pessoa acostumada a rezar muito ou o que quer que fossem... vocês fizeram isso antes. Vocês percorreram a escala inteira, desde não terem nenhuma disciplina, por assim dizer, até ficarem sobrecarregados de disciplina – excessivamente disciplinados, mas não com o enfoque errado; há uma grande diferença. Vocês se disciplinavam, pensando que isso lhes traria insights. Isso lhes trouxe insights sobre o quanto vocês estavam cheios com a disciplina, o quanto os joelhos doíam de tanta disciplina e, mais do que tudo, o quanto a cabeça doía com essa disciplina. Então, certo dia, vocês disseram: “Dane-se a disciplina. Chega.” E vocês se livraram dela.

Mas, então, isso deixa um vazio. E agora? O que vocês colocam no lugar? Qual é a próxima manobra? E é onde vocês estão. Como vocês alcançam a iluminação? Será que não tem alguma coisa a ser feita? Será que não deveriam estar lendo certos versos todos os dias ou praticando certas disciplinas diariamente? De jeito nenhum.

A razão pela qual eu adoro trabalhar com vocês é porque vocês são reais e meio que sabem disso. Vocês se distraem, vocês ficam pensando que precisam fazer algo novo e experimentam essa coisa nova e dizem: “Não está funcionando. Cheira a coisa velha. É a mesma merda de sempre com uma cara nova.” [Risadas] Nós somos reais, muito reais.

Então, vocês sabem disso, mas se sentam aqui e dizem: “Será que não tenho que fazer alguma coisa, estudar isso, me disciplinar naquilo?” Não, não mesmo. De jeito nenhum. Nas palavras ditas aqui antes pelo sábio maestro e músico [referindo-se a Roger Drienka]: “Saia do seu caminho. Saia do seu caminho.” E vai acontecer tranquilamente. Deixem de pensar que precisam manipular suas energias, manipular através de... quer seja através da disciplina ou de sistemas complexos... nada disso funciona. São apenas distrações.

Este grupo é real – real no sentido de que vocês sabem que estão aqui, vivendo. Vocês não estão tentando sair disso; vocês estão, na verdade, tentando se aprofundar nisso mais do que nunca, tentando estar aqui mais do que nunca. Vocês são reais porque não estão tentando evitar as energias. Boas ou ruins, vocês não estão tentando evitá-las. Vocês estão sendo muito reais ao se permitirem, agora, finalmente, começar a sentir. Começar a sentir... uau! É uma sensação devastadora, devastadora, quando vocês começam a sentir.

É uma imensa troca de energia quando vocês saem da lógica, quando vocês vão para além dela. A lógica ainda serve a um propósito, até certo ponto, mas quando vocês se permitem sentir a partir daí [apontando para a cabeça de uma pessoa na platéia.], daqui [aponta a si mesmo, na altura do coração], daqui [põe a mão no abdômen] e de cada parte de vocês, é um tanto devastador no início. Mas vocês conseguiram. Vocês se permitiram sentir a vida, sentir a si mesmos e sentir os outros. E esse sentimento vai levá-los ao verdadeiro entendimento dessa simplicidade, dessa profunda e bela simplicidade – não a partir daqui [da cabeça], mas a partir daqui [do coração]. Está além de qualquer palavra, está além de todas as palavras... [Risadas quando Adamus arranca o chapéu de Papai Noel de um membro da plateia e coloca na cabeça.] Eu pegaria a barba emprestada, mas você ficaria com frio. [Risadas] ... está além de todas as palavras e simplesmente é. Não tem explicação. Vocês não querem explicar. E é aí que nós estamos.

Sim, olhem pra mim [muitas risadas quando Adamus faz pose com o chapéu], um mestre espiritual, mas é disso que gosto nos Shaumbra. Nós podemos fazer isso. Não precisamos ter pretensões e não precisamos usar roupas esvoaçantes, embora eu preferisse um paletó mais legal, mas... [Risadas] Estamos indo por aí. Obrigado. [Ele joga o chapéu de volta e se vira pra Linda.] O cabelo ficou direito?

LINDA: Ficou.

ADAMUS: [Risadas] Então, queridos Shaumbra, vamos continuar reais. Vamos permanecer muito, muito verdadeiros. Essa é a permissão para que vocês sejam vocês. Não importa o que os outros pensem. Vocês sabem disso. Não importa se é uma coisa boba. Não importa se é algo sério. Vamos continuar sendo muito, muito reais enquanto seguimos em frente.

E vamos respirar fundo agora mesmo...


Vivendo no Limite

Bom, energias interessantes pairam ao redor. Interessantes. Todo dia, vocês, provavelmente, sentem como se estivessem bem no limite, como se fossem extrapolá-lo. A propósito, vou pedir que alguém me traga um quadro e uma caneta. Isto é uma sala de aula, não vejo nenhum quadro aqui, então... [Alguém pergunta: “Agora?”] Sim, agora. Agora é sempre uma boa hora. [Risadas] Sempre um bom momento. Então... e alguns momentos serão necessários pra trazê-lo.

Então, existem energias interessantes, e eu sei que, em alguns dias, vocês sentem que estão tão próximos do limite que parece que vão perder o equilíbrio. Alguns dias são muito esquisitos, muito estranhos. O que está acontecendo? Bem, é apenas energia em movimento, na verdade. E vocês vão senti-la vindo das coisas ao redor, mas vocês vão senti-la em vocês mesmos. Vocês estão passando por esse processo de reconstrução – que começou há um tempo, mas está se intensificando agora, está se intensificando bem profundamente – e ele se livra dos padrões e da lógica de como as coisas têm sido. E é por isso que vocês sentem como se estivessem justamente no limite, na beira, e que, se vocês se soltam, vão escorregar no abismo. Vocês não sabem o que vai acontecer, mas talvez vocês caiam no abismo, entrem num nada ou... eu sei que a preocupação de vocês é achar que vão ficar loucos. Vocês já são malucos, então, não se preocupem com isso.

Já está acontecendo. E, quando eu digo “loucura”, quero dizer que vocês estão dispostos a deixar ir muitas limitações, muitas estruturas. Isso é loucura. Isso é loucura e loucura é uma maravilha. Vejam, em algumas... Ah, sim, chegou. [Alguém traz um quadro pra escrever.] Coloque aqui, por favor.

Em algumas instituições que tratam da mente, aqueles considerados mais loucos são os mais felizes. Agora, nem todos; por favor, não confundam. Existem alguns que estão atormentados. Estão num tipo de inferno. Mas outros considerados malucos estão, na verdade, realmente muito felizes. Agora, se pudéssemos simplesmente tirá-los dessas instituições...

Loucura significa que vocês deixaram ir. Agora, não acho que vocês precisem se preocupar em serem colocados numa instituição, porque lá eles só distribuem remédios. Bem, isso já é uma instituição em si. Não um lugar físico, mas é um tipo de prisão. Mas vocês não vão entrar nessa. Vocês não vão entrar nessa. Então, não se preocupem com isso. Permitam-se ficar um pouco malucos. Sejam muito, muito reais.


As Energias Vigentes

As energias, particularmente esta semana, foram impressionantes na Terra. Muitas coisas acontecendo nos níveis sutis, e o que acontece nos níveis sutis acontece nesta realidade, se manifesta aqui mais cedo ou mais tarde. Então, há uma espécie de efeito retardado dessas mudanças tão diferentes e grandiosas na Terra. Vejam bem, algumas mudanças que acontecem agora só se manifestam depois nos padrões atmosféricos; outras só vão se manifestar em coisas que estarão depois nas notícias; mudanças que vão afetar a ciência e a tecnologia – que já estão afetando.

Uma das coisas que faz com que eu esteja mais empolgado em trabalhar com vocês pelos próximos anos é que nós vamos vivenciar uma explosão da tecnologia. E não estou falando apenas de computadores; estou falando de medicina, ciência e da compreensão da energia – como a energia funciona.

Não é interessante que alguns anos sejam necessários antes que artigos de peso sobre o funcionamento da energia sejam publicados, e que seriam considerados loucura hoje em dia? Há uma falta de entendimento verdadeiro da energia. É muito primário o que se conhece na Terra no momento. Chega a ser engraçado. Mas, nos próximos anos, haverá um entendimento mais profundo da energia. Será na existência de vocês ainda e será por causa do trabalho que estamos fazendo aqui – que vocês estão fazendo aqui.

Quando vocês lerem esses artigos e eles estiverem explicando essas grandes descobertas científicas de como o universo funciona, vocês vão pensar:“Bem, falávamos disso dez anos atrás. Não é novidade pra nós há um bom tempo.” Ainda falta um tempo pra isso se manifestar.

Assim, minha visão é esta. Alguns dias, quando acharem que vão pirar, vocês não vão. Essa é a hora de respirarem bem fundo e agradecerem a si mesmos. Respirem bem profundamente e saibam que vocês não estão sozinhos nesse momento. Vocês não estão malucos. Vocês não estão se perdendo. Vocês estão explorando novas regiões, novos territórios, novas dimensões. Vocês estão explorando tudo isso, o tempo inteiro, dentro de vocês e fora de vocês.


Oslo

Foi uma semana maluca. Passei a maior parte dela em Oslo. Tive algumas atividades por lá. Fui tudo, desde um gato, um conde, até um zelador enquanto fiquei em Oslo. É claro, como sabem, teve a entrega do Prêmio Nobel da Paz ao Abraham Obama [referindo-se à ligação entre Abraham Lincoln e Barack Obama] no início da semana. [Risadas] E é verdade. Foi uma experiência interessante e não compareceram apenas os que normalmente se reúnem pra participar dessas coisas; não eram só os políticos e a elite.

Havia humanos lá, mesmo que não se autodenominem Shaumbra, que trabalharam no mesmo nível de consciência e de entendimento que vocês. Outros não estavam realmente lá. Em outras palavras, seres que são Mestres Ascensos que estão vindo pra Terra – alguns já estão na Terra, nasceram recentemente – estavam tão entusiasmados com esse evento que se manifestaram fisicamente por um breve período de tempo. Outros seres, vindos de outras esferas pra participar desse evento, assumiram a aparência de humanos.

Foi um evento magnífico, que não teve só a ver com a entrega de um prêmio da paz. Representou realmente um marco de mudança para a humanidade neste momento. Um marco de mudança para a humanidade – um resultado do trabalho que vocês e outros como vocês têm feito já algum tempo. Vocês deveriam ter sido convidados. Vocês deveriam ter se sentado naquelas cadeiras e dito que ajudaram a trazer uma nova consciência para a Terra. Vocês ajudaram a trazer uma consciência que permite que um ser como Abraham Obama venha à Terra e seja eleito presidente de uma grande nação.

A propósito, talvez vocês saibam, essa é a realização de um desejo da... não gosto do termo, mas... da Grande Fraternidade Branca. Era um velho clube nosso de Atlântida, que não tinha nada a ver com branco e que não era essa coisa toda. [Risadas] Era bom, não extraordinário. Mas nós do clube passamos a desejar que a América viesse a ser a terra da nova esperança quando soubemos, centenas de anos atrás, que não conseguiríamos liberar a energia presa da Europa, que não conseguiríamos compaixão nem aceitação por parte dos diferentes países – ainda há muitas questões humanas de poder, de ambição e de religião... queríamos que os Estados Unidos viessem a se tornar a nova Atlântida ou a nova esperança.

Ver agora, anos depois – de minha perspectiva, é claro... eu que me envolvi muito na política europeia –, ver como um líder desta nação grandiosa pode ser tão espiritual como ele é, e sua mulher também, embora eles não possam tornar isso público, já que, bem, vocês sabem como é a partir das próprias conversas que têm com as pessoas – em breve, chegará o tempo em que isso vai ficar muito mais aberto... mas ver um ser espiritual, um ser que tem compaixão, um humano Negro – não que isso devesse fazer diferença, mas faz – e um humano jovem, bem jovem, nesse ambiente, foi muito inspirador. Muito inspirador. Isso me deixou com uma esperança renovada na humanidade. Eu tenho esperança em vocês; a humanidade, às vezes, é questionável.

A humanidade é 95% bondade. É 95% bondade. Esses 5% – 5% num indivíduo ou 5% na população – que não têm essa bondade parecem ofuscar a imensa bondade dos humanos.

Eu vi, nesse encontro em Oslo, a culminação do trabalho que todos nós temos realizado. Nós não salvamos o mundo, mas somos nós mesmos, trazemos o Espírito para a Terra... não deixamos o Espírito fora em outro lugar, trazemos o Espírito para a Terra de um modo muito verdadeiro, muito honesto e muito tocante... foi isso que eu vi.

Preciso dizer que eu não estava preparado para o que vivenciei em Oslo. Achei que haveria mais conflito, mais drama. Eu realmente esperava que as forças obscuras, se quiserem chamá-las assim, que a negatividade estivesse presente, fosse levada pelos participantes. Normalmente, a negatividade, as energias negativas são atraídas quando veem muita luz reunida, como temos visto aqui ao longo dos anos.


Energias “Negativas”

Quando nos reunimos assim, particularmente no início, quando as energias de vocês não eram tão estáveis – eram promissoras e altas, mas não estáveis –, as energias obscuras costumavam ficar em volta, meio que consumindo vocês de certa forma, meio que tentando provar que a bondade de vocês não é assim tão boa, tentando manter a energia presa. Elas simplesmente não conhecem nada melhor. Realmente não conhecem. Elas não... essas energias, sejam psíquicas ou humanas... elas simplesmente não conhecem nada melhor. Não acordam de manhã tentando ser negativas. Simplesmente são. E caem em seus próprios padrões e suas próprias prisões.

Mas estar em Oslo e ver isso renovou minhas esperanças ao ponto em que tivemos uma reunião com alguns... vocês os chamam de Mestres... aqueles que simplesmente já morreram. Tivemos um encontro posterior pra conversar sobre como temos que reajustar o modo como trabalhamos com vocês, porque está acontecendo muito rápido. Precisamos trabalhar num ritmo diferente com vocês agora e falar com vocês de maneira diferente. Falar com vocês de maneira diferente – mais verdadeira do que nunca porque vocês estão mais verdadeiros do que nunca.

Como resultado desse recente encontro, percebemos que isso que vocês chamam de negativo, obscuro, o que seja... aqueles que não são tão legais como vocês... eles vão amplificar o trabalho deles, como uma espécie de último grito de vitória. Eles sabem que a mudança é iminente. Eles sabem e, quando digo “eles”, não é um grupo organizado, é apenas consciência negativa, muito presa... é consciência muito presa. Eles estão suplicando, de certa forma, por um meio de se libertarem, mas eles são como cães ferozes. Se vocês tentam ajudá-los, eles mordem.

Mas, por estar mudando muito rápido, sabemos que a reação deles vai aumentar de proporção. É, como eu disse, um último grito de vitória antes de entrarmos numa era, nesta Terra, de absoluta cooperação e muita aceitação, e um fim para aqueles que não entendem a ilusão do poder, e um fim para o desequilíbrio severo das dinâmicas energéticas em coisas como finanças e governos.

Teremos aproximadamente mais uns dois anos do que vocês chamariam de a besta tentando chamar a atenção, a besta tentando negociar, e isso é o que vocês vão ver acontecer muito nos próximos anos e, sim, até o final de 2012. Essa besta, como eu chamei, vai negociar a posição dela. Ela não quer ser esquecida. Ela sabe que a guerra em que ela está não é mais real. Ela sabe que seu lugar está diminuindo aqui na Terra. Os humanos não vão tolerar a besta – os humanos bons, os que têm compaixão. Essa besta não vai mais ser tolerada, de modo que vai mudar de tática. Sua tática no passado incluiu coisas como guerra, crime, manipulação e uso do medo. Mas, simplesmente, na semana passada, observamos que ela percebeu que perdeu. Todas as guerras do mundo não vão fazer nada por ela. Então, ela vai começar a negociar.

As negociações serão para manter sua posição, manter sua identidade. E, pelo menos nas esferas em que eu trabalho e, de fato, em que vocês trabalham, nós não vamos negociar. Não tem negociação. Nada de negociação, e não é porque queremos vencer. Não tem nada a ver com vencer, mas tem a ver com o que os humanos estão escolhendo para si. Por que negociar quando... Vocês estão negociando com vocês mesmos quanto ao equilíbrio de sua luz e escuridão? Não. De jeito nenhum. Nem por isso estão tentando aniquilar a escuridão. Vocês estão tentando integrar ou compreender o que vocês chamam de escuridão. Não tem negociação.

Assim, quero que vocês estejam conscientes do que vai acontecer e por que vai acontecer, quando lerem as manchetes. Na verdade, existem muito poucos seres realmente iluminados agora em posições governamentais, e com o recente colapso do sistema financeiro... e ele entrou em colapso mesmo, por falar nisso... Ainda existe a pretensão de que ele está lá, mas ele ruiu. O que acabou, o que fez com que isso entrasse em colapso foi a falta de confiança que você, você e você [Adamus está cutucando as pessoas com uma caneta na mão.] têm no sistema financeiro. A única coisa que mantinha isso firme era a confiança, e a confiança não está mais lá no velho sistema. E o que está acontecendo bem agora é que vocês estão desenvolvendo um sistema inteiramente novo.

LINDA: As pessoas não querem ser cutucadas com a sua caneta.

ADAMUS: Elas adoram ser cutucadas. [Risadas] Nós conversamos nas outras esferas no estado de sonho e elas perguntam: “Você foi cutucado? Eu fui. É, Adamus realmente me ama!” [Risadas]

Então, quero que vocês estejam conscientes disso porque vocês vão ver os outros tentando negociar com vocês – seus familiares, seus amigos, as pessoas pra quem vocês trabalham. Seus clientes vão começar a negociar. Conflitos antigos que costumavam ser assim [bate um punho cerrado no outro] agora vão tentar ser assim [mexe os dedos como se estivessem falando]. Ah, e eles vão se intensificar e vão ser ameaçadores em suas negociações, mas não negociem. Não negociem, porque vocês os privam de passar pela experiência de entender a luz interior quando vocês negociam. Vocês só dão a eles uma desculpa para ficarem presos por um tempo.

E o que está lá para ser negociado? Se vocês estão na presença Eu Sou o que Sou de si mesmos, não há nada pra ser negociado. Não há nada pra dar. Não há nada do qual desistir. Portanto, estejam conscientes das negociações, certo? Excelente.


continua...