TOLTECAS EGÍPCIOS

 



Parte dos toltecas foram para o Norte da África, instalaram-se ao longo do Vale do Nilo, na Idade Neolítica, em cerca de 5000 a 3000 a.C. Divididos em pequenos estados independentes, denominados nomos, gradualmente unificados em dois territórios: o Baixo e o Alto Egito.

A agricultura era a base econômica dos egípcios, o povo era basicamente formado por fazendeiros, artesãos e mercadores. Os funcionários reais eram encarregados da arrecadação dos impostos e da fiscalização das grandes construções e trabalhos agrícolas. Os governadores (nomos) cuidavam da administração e da manutenção da ordem nas províncias. As classes sociais seguiam a seguinte ordem: família real, sacerdotes, nobres, guerreiros, escribas, mercadores, artesãos, lavradores, servos e escravos. Os sacerdotes tinham grande influência e poder; monopolizavam a cultura das ciências e possuíam grande fortuna.

A falta de perspectiva e a posição dos personagens nas pinturas, descritivas e movimentadas, sempre de perfil, resultaram do respeito que sentiam pela tradição artística, especialmente no trato de temas religiosos. A astronomia foi a mais importante das ciências desenvolvidas pelos egípcios. Impulsionados pela necessidade de medir o tempo das inundações do Nilo, inventaram o relógio de sol e o de água. Traçaram mapas celestes, situaram os pontos cardeais e foram os autores do mais antigo calendário que se conhece. Lançaram os fundamentos da aritmética e da geometria, inventaram a soma, a subtração e a divisão. Determinaram triângulos e retângulos. Desenvolveram também os primórdios da medicina, física, metalurgia, hidráulica e a química.
 

 

O Faraó exercia as funções máximas de sacerdote, juiz e chefe militar, era venerado como filho de Hórus. Para os faraós a vida eterna era o princípio fundamental da civilização egípcia, ele era também o mediador supremo entre o povo e panteão egípcio. O Egito, em todos os seus aspectos, girava em torno da fé, sendo a religião o elemento cultural que mais atuou na vida do povo egípcio.

Era extremamente importantes que vários templos fossem erigidos e mantidos para a glória dos deuses. Entre os inúmeros deuses cultuados destacam-se os seguintes: Amon - rei dos deuses; Rá- identificado com deus-sol; Osíris – pai de Hórus e Anúbis, senhor dos mortos e do renascimento; Seth – irmão de Osíris, deus das trevas, Anúbis - Deus do embalsamento e da morte; Ísis – esposa de Osíris, rainha do céu e da terra, deusa modelo para mães e esposas; Hórus – filho de Ísis e Osíris, era a encarnação do dia, combateu Seth e teve o direito de governar o Egito; Atum – o criador do universo.

O Império egípcio histórico é registrado de 3200 AC até 30 AC, quando foi anexado por Augusto ao Império romano. Sua divisão é basicamente a seguinte:
 

 

Época Tanita 1ª à 3ª Dinastia 3200 - 2575 AC.
Os primeiros homens a se fixarem no vale do Nilo se organizaram em comunidades agrícolas rudimentares e autônomas chamadas nomos. Visando aproveitar melhor as águas do Nilo, os nomos se uniram para construir diques e canais de irrigação. Essa reunião dos nomos deu origem a dois reinos: o Alto Egito, ao sul, e o Baixo Egito, no delta do Nilo. O chefe do Alto Egito, Menés, unificou os dois reinos, tornando-se o primeiro faraó.
 

 

Antigo Império 4ª à 8ª Dinastia 2575 – 2134AC.
O governo do Antigo Império não era militarista, não tinha exército permanente, devido à fertilidade da terra e a superioridade religiosa. O faráo centralizava em suas mãos todo o poder. A história oficial credita ser dessa época a pirâmide construída pelo arquiteto Imhotep, bem como, aos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, a construção das grandes pirâmides do complexo de Gizé. Entretanto, o conhecimento ocultista informa que a construção das grandes pirâmides é anterior aos egípcios, não eram simples túmulos e sim centros iniciáticos(*) . Nessa época os egípcios já consideravam o sol como centro do sistema solar, heliocêntrico, ao contrário da era Ptolomaica, que considerava a terra como centro do universo, geocêntrico.



(*) As três grandes pirâmides não obedecem a um alinhamento perfeito entre si. Uma vez que os construtores de tais monumentos tinham perfeito conhecimento de geometria, matemática, engenharia e arquitetura, conclui-se que tal defasagem não foi acidental. A distância entre as três pirâmides e o seu posicionamento entre si, é coincidentemente proporcional às estrelas da constelação de Órion (O Caçador Celeste). A correlação das pirâmides com Órion, segundo os ocultistas, indica que elas foram construídas pelos exilados de Órion e não os de Capela, ou seja, são anteriores aos egípcios. Outro fato curioso é que, nos séculos subseqüentes, os egípcios não construíram (ou não conseguiram construir) mais pirâmides


Muitos cientistas admitem ainda, uma idade mais antiga para a Esfinge que as próprias pirâmides. Originalmente a esfinge tinha a cabeça de um leão, em cima da qual o faraó Quéfren mandou esculpir seu próprio rosto. Isto é fácil de comprovar pela desproporcionalidade entre a cabeça da esfinge em relação ao corpo.



1° Período Intermediário 9ª e 10ª Dinastia 2134 - 2040 AC.
Médio Império 11ª á 14ª Dinastia 2040 - 1640 AC.
Mudança da capital para Tebas. Os príncipes de Tebas terminaram com a época feudal.
 

 

2° Período Intermediário 15ª à 17ª Dinastia 1640 - 1550 a.C.
Dominação dos hicsos, de origem semita, que invadiram o país. Eram considerados “pioresque a peste, ímpios que governaram sem Rá”. Introduziram no Egito o cavalo e o carro de guerra. Por volta de 1550 a.C. os príncipes de Tebas expulsaram os invasores, restabelecendo a unidade nacional. Foi durante o domínio dos hicsos, que os hebreus, também semitas, entraram no Egito.


Novo Império 18ª à 20 Dinastia 1550- 1070 AC
Após a expulsão dos hicsos por Amosis I, os israelitas foram escravizados. Os faraós do Novo Império iniciaram uma série de conquistas militares, transformando o Egito num poderoso Império. Um dos maiores expansionista foi Tutmés III, que estendeu os domínios egípcios sobre a Síria, a Fenícia e a Palestina. Amenófis IV (Akhenaton) governou desde 1364 até 1347 a.C, promoveu uma grande reforma religiosa no Egito. Proibiu o culto aos antigos deuses, estabeleceu o culto monoteísta à Aton, representado pelo sol, como um Deus Supremo e Universal.


Entretanto, o culto a Aton foi de curta duração no Egito. Terminou logo após a morte do grande faraó, assassinado por uma conspiração liderada pela antiga casta sacerdotal de Amon que restabeleceu todos seus Privilégios. A múmia de Akhenaton foi jogada no rio Nilo, seu nome foi apagado de todos os monumentos e foi instituída uma maldição para que seu nome jamais fosse pronunciado. Os sacerdotes fizeram o novo faraó, de apenas nove anos de idade, mudar seu nome para Tuth Ankh Amon (*), que restabeleceu o antigo culto politeísta à Amon. O Egito teve seu auge expansionista durante o reinado de Ramsés II da 19ª dinastia. Bom administrador e diplomata reinou por 67 anos. Com as riquezas arrebatadas aos povos vencidos, transformou Tebas numa esplendorosa cidade, com palácios, templos e estátuas magníficas. No Novo Império o Egito presencia seus últimos momentos de esplendor como nação independente. No final desse período, o país volta a ser invadido pelos assírios, consegue uma curta independência, mas chegam os persas, macedônios, gregos, romanos e, finalmente, os árabes. A partir desse período passou a se delinear com mais exatidão a profecia de Hermes Trimegistos: “Os deuses, abandonando a terra, volver-se-ão para o Céu, abandonarão o Egito... Estrangeiros virão a habitar este país... Oh Egito! Egito! De teus cultos restarão apenas mitos e nem sequer teus filhos, mais tarde, crerão neles, nada sobreviverá, a não ser as palavras gravadas sobre as pedras, que contam tuas piedosas façanhas”.

 

(*) O reinado de Tutankhamon foi ate ele alcançar a maioridade, quando também foi morto por ordem do grão-vizir Aye, que, para subir ao trono, acabou dizimando toda a família imperial. Esse ser sinistro reinou por apenas três anos, quando foi substituído pelo general Horemheb, que reinou por vinte e sete anos. Nomeou como seu sucessor também um general, Ramsés I, que foi seguido por seu filho Seti I e depois por Ramsés II.
 

(**) Os hinos e invocações de Akhenaton indicam que a sua a missão era estabelecer um culto monoteísta entre os egípcios. Entretanto, devido à ação das forças da ignorância, isto teve que ser adiado até o advento de Moisés entre os hebreus. Foi no reinado de Ramsés II que Moisés liderou o êxodo do povo hebreu. Moisés, Iniciado pelos sacerdotes remanescentes de Aton (do Baixo - Egito, cuja capital era Mênfis) derrotou os sacerdotes de Ramsés II, seguidores de Amon (Alto - Egito, cuja capital era Tebas).


3° Período Intermediário21ª à 24ª Dinastia 1070 - 712 AC.
Dinastia Tanita – Domínio da Líbia
 

 

Baixo Império 25ª à 30ª Dinastia 712 - 332 AC.
O Egito estava em grande declínio, pois os povos vizinhos descobriram o ferro, um metal bem mais forte metal que o bronze. Durante a 25ª Dinastia o Egito foi governado pelos negros vindos da Núbia, hoje Sudão. Em 525 AC Cambises da Pérsia invade o Egito. Dario, também da Pérsia, volta a dominar o Egito de 342-332 AC, quando é derrotado por Alexandre Magno.
 

 

Época Ptolemaica 332 -30 AC - Ptolomeu I à XIII e Cleópatra.
Cleópatra nasceu em 69 AC, filha de Ptolomeu XIII, cresceu entre as intrigas e violências palacianas. Embora Kleophatra fosse uma das mais famosas rainhas do Egito, não corria nas suas veias uma só gota de sangue egípcio. Ela era grega e o idioma falado na sua corte era grego. Foi muito engenhosa, mas suas investidas fracassaram, após seu reinado, o milenar Império egípcio foi transformado numa simples província romana.
 

 

Anexação do Egito por Augusto ao Império romano em 30 a.C.
O único elo entre a cultura egípcia original e o romano era a o culto à deusa Ísis. Em 325 d.C esse único elo restante foi finalmente apagado, quando o imperador Constantino impôs o cristianismo como a religião oficial do estado romano. Assim, o Egito foi considerado uma província pagã. Templos foram destruídos, imagens de deuses apagadas, seus sacerdotes
remanescentes foram mortos ou silenciados e a língua egípcia com eles. Os romanos ocuparam o Egito até a conquista árabe em 640 DC. Em 1517 Selim reuniu o Egito ao Império Otomano. A expedição francesa comandada por Napoleão em 1799 encontrou a famosa Pedra de Roseta, escrita em hieroglífico, demótico e grego, decifrada por Champollion, foi a base para o conhecimento sobre o Egito.

Ramatis nos relata o seguinte sobre os egípcios: “A civilização egípcia, por possuir memória etérica mais lúcida na recordação de seu planeta de origem, foi a que deixou na Terra, maiores registros de sua emigração compulsória. Essa civilização foi constituída pela mentalidade mais avançada dos exilados de Capela. Foi também o que mais se destacou na prática do Bem e no culto da Verdade. Os egípcios traziam consigo um avanço científico, que a evolução da época não comportava. Em todos seus habitantes persistia o saudoso desejo de retornarem ao Céu, e, após cumprirem seus tempos de provação, voltaram ao seu planeta de origem. Seus profundos conhecimentos ficaram circunscritos aos sacerdotes mais graduados, observando-se o máximo de cuidado na seleção dos eleitos para a Iniciação. Os sábios egípcios conheciam a inoportunidade das grandes revelações, naquela fase do desenvolvimento terrestre. Os próprios gregos, que foram beber no Egito suas altas concepções filosóficas, não receberam todas as verdades dos mistérios das ciências egípcias. Os egípcios, depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, e retratarem na pedra viva sua Bíblia suntuosa, retornaram à sua pátria Sideral.”
 

 

EXILADOS DE ÓRION

Ramatis: “As emigrações em massa dos satélites de Capela e de Órion constituíram no nosso globo, civilizações faustosas, reunidas aqui na Terra segundo suas afinidades psicológicas. Ou seja, os exilados de outros planetas, ao reencarnarem em um determinado grupo não eram aglutinados segundo seu nível social ou caracteres étnico-raciais que porventura ostentassem no seu planeta de origem, mas segundo suas paixões e idiossincrasias, onde semelhante atrai semelhante. Os Filhos do Céu revelaram elevados conhecimentos de ciência, arte e religião. Criaram inúmeros cultos religiosos exclusivistas, com sangrentos sacrifícios expiatórios do pecado original, e ritos evocativos de sua superioridade racial. Em decorrência disso, a maioria dos emigrados se deixou dominar por uma perniciosa egolatria, considerando-se no direito do gozo de privilégios que não atingiam seus irmãos, os Filhos da Terra, que permaneciam no primitivismo das tribos atrasadas”.



CALDEUS

Os exilados de Órion se estabeleceram na Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates, onde fundaram a civilização de Caldeus, cuja capital foi Babilônia. A civilização caldaica era guerreira e orgulhosa como todos os outros exilados. Notabilizou-se por possuir adiantados conhecimentos de magia, de arquitetura e de astrologia. Mas também, na sua fase mais decadente, de serem extremamente devassos. Babilônia, uma das maiores cidades da Antigüidade, até hoje é famosa pela sua devassidão e pelo seu apocalipse particular.

Os caldeus não só adoravam o Sol, mas também as hostes dos céus: os Espíritos Planetários e os Anjos das Estrelas. A Astrologia dos sacerdotes babilônios teve por principal objetivo o cálculo da posição dos astros e achar suas esferas de influência, de maneira a estabelecer regras de vida para seus habitantes.



ASSÍRIOS

Outro povo originário de Órion foi o assírio. Devastadores implacáveis, eles foram um dos povos mais cruéis da Antigüidade. Fixaram-se ao norte da Mesopotâmia, próximo ao curso do rio Tigre, onde constituíram inicialmente, sua cidade mais importante, Assur. Por volta do século VIII AC, os assírios começaram um movimento expansionista, graças à superioridade bélica sobre seus vizinhos, devido ao uso de armas de ferro. Tornaram-se um Estado militarizado, onde era enaltecida a importância do exército e dos chefes militares, enquanto a massa da população sofria muito, pois eram obrigados a pagarem altos impostos, além de prestarem serviços gratuitos ao Estado.

Os assírios conquistaram a Babilônia, a Síria, a Palestina, fazendo as fronteiras do seu império chegarem até o Mediterrâneo. Sob Sargão II, o Estado assírio, já com capital em Nínive, continuou suas guerras de conquistas, onde, não raro, populações inteiras eram transplantadas para a Assíria, como escravos, a fim de que os próprios habitantes assírios pudessem se dedicar exclusivamente à guerra. A repressão sobre os vencidos era a mais feroz possível: incluía desde o massacre, deportação em massa e confisco de todos os bens de valor. Tudo isso visava destruir toda e qualquer resistência dos povos conquistados. No século VII AC, o império assírio atingiu o máximo de sua extensão: abrangia todo o Oriente Médio, desde a Ásia Menor até o Golfo Pérsico e do Egito até o rio Tigre. O poder da Assíria era todo baseado na economia de guerra. Ainda nesse século, contudo, iniciaram-se as revoltas internas e as dos países subjugados, que não agüentaram mais tanta opressão.

Devido à contínua mobilização de camponeses para o exército, o violento saque das riquezas das cidades vencidas e as guerras intermináveis com o uso do seu exército mercenário, fizeram com que os povos vizinhos se aliassem contra os assírios. Os países conquistados, revoltados, deixaram de pagar os pesados tributos. As contínuas revoltas internas, e as invasões das tribos mongóis, nômades da Ásia Central, apressaram a derrocada do poder Assírio. Em 612 AC, a aliança entre os iranianos e caldeus, através de seus reis Ciáxares e Napolassar, resultou na tomada de Nínive, chegando o momento de pôr fim ao reinado de desgraças dos assírios.


BERBERES

Os exilados de Órion, logo após o afundamento da Lemúria, encarnaram-se também entre os berberes, povo que originou os numidas e os mouros. Habitavam a Berbéria, antiga Barbaria, situada na região do Monte Atlas, no Norte da África. Os berberes combateram contra os cartagineses, romanos, vândalos, árabes e turcos. Pertenciam a esta raça os sarracenos, que invadiram a Espanha e o sul da França. Após a grande invasão árabe no século XI, os berberes se separaram em vários povos, sendo seus mais puros representantes, os tuaregs, os kabilas e os nzabitas.
Os tuaregs ou imucharis, orgulhosos habitantes do deserto, foram nômades que viviam no centro do deserto do Saara e nas estepes do Sudão. Dedicavam-se à pilhagem das caravanas, criação de cabras, zebras, carneiros e camelos, através dos quais se locomoviam rapidamente pelo deserto. Posteriormente, os tuaregs tornaram-se menos agressivos, passando a deixarem as caravanas passarem em segurança pelo deserto. Continuaram, porém, praticando seu esporte preferido: corrida de camelos, o que lhes garantia mobilidade superior a todos os demais povos no deserto. Os orgulhosos nobres tuaregs procuravam não se misturar etnicamente, nem com os conquistadores árabes nem com os escravos negros. Como bons descendentes de Órion, os tuaregs eram muito apegados às suas tradições, entre elas o culto à honra e à hospitalidade do deserto, mas também, à devassidão, à crueldade e à vingança.

Fonte :http://www.luzcosmica.com.br/ebook_revelacao/capitulo3.php