ZOROASTRISMO


 

Zoroastrismo - 8° Raio - o Rubi, Chakra da câmara secreta do coração. Este é um dos 5 chakras secretos. Os outros 4 situam-se nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Vemos assim que cada uma das religiões facilita o desenvolvimento da alma em um particular chakra na disciplina de um Raio específico e sob a regência de um Mestre em particular.

 


Zoroatrismo é o nome da religião fundada pelo profeta persa Zoroastro. A bíblia do Zoroastrismo é o Zend-Avesta ou Avesta. Os primeiros Gathas (partes) contêm as preces de Zoroastro ao único Deus, Ahura-Mazda. Ele fala "como amigo a Amigo". O Deus dos Gathas tem seis nomes: Bom Pensamento, Beleza da Santidade, Virtude, Saúde Perfeita, Domínio e Imortalidade. Zoroastro ensina que mesmo os maus são finalmente salvos. Os virtuosos vão direto para o paraíso, e os maus purificam-se primeiro no inferno. Os Gathas pregam que as maiores virtudes são pensamentos puros, boas obras e atos corretos. O maior mal é a mentira.

É provável que os últimos poemas e textos do Avesta sejam obra de sacerdotes ou antigos cantores. Eles acreditam no Deus único de Zoroastro, mas cantam também às forças da natureza. A parte do Avesta chamada Vendidad trata das leis da religião. Contém algumas das melhores leis sobre higiêne existentes antes da medicina moderna.

Há uma série de pequenas seitas de zoroastristas. Uma delas é um grupo de adoradores do fogo no Irã, chamados guebros. Hoje a religião conta com cerca de 200.000 seguidores, basicamente no Irã, EUA, Canadá e Índia.




Substituído pelo islamismo, o zoroastrismo reduziu-se basicamente a pequenos grupos no Irã e na Índia. Portanto, a comunidade zoroastriana existente no mundo contemporâneo pode ser dividida em dois grandes grupos: os parses e os zoroastrianos iranianos. Mas além destes existem também ocidentais convertidos à religião. Segundo estimativas do ano de 2004, o número de zoroastrianos era de 124 mil pessoas.




Na Índia os Parses são reconhecidos pelas suas contribuições à sociedade no domínio econômico, educativo e caritativo. Muitos vivem em Mumbai (Bombaim) e têm tendência para praticar a endogamia (sistema social no qual os casamentos ocorrem entre membros de um mesmo grupo), desencorajando as mudanças de religião. Vêem a sua fé como étnica.

Em geral os zoroastrianos iranianos mostram-se mais abertos a aceitar conversões. Concentram-se nas cidades de Teeran, Yazd e Kerman. Falam uma variante da língua persa, o dari (diferente do dari falado no Afeganistão). Receberam o nome de "gabars", termo que era usado inicialmente com conotações pejorativas (‘infiel’), mas que com o tempo perdeu muito da sua carga negativa.

Diásporas zoroastrianas podem ser encontradas em países como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Austrália e países do Golfo Pérsico.





Atualmente os zoroastrianos dividem-se entre o dualismo ético e o dualismo cosmológico, existindo também os que aceitam os dois conceitos. Os que acreditam literalmente que Ahura Mazda tem um inimigo chamado Ahriman (ou Angra Mainyu), responsável pela doença, pelos desastres naturais, pela morte e por tudo quanto é negativo, não o vêem como um deus. Ele é antes uma energia negativa que se opõe à energia positiva de Ahura Mazda, tentando destruir tudo o que de bom foi feito por ele (a energia positiva de Deus é chamada de 'Spenta Mainyu'). No final, Ahriman será destruído e o bem triunfará. Outros zoroastrianos entendem o dualismo como ocorrendo no plano interno de cada pessoa, a escolha que cada um deve fazer entre o Bem e o Mal.



Sacerdócio - Existem três graus de sacerdócio no zoroastrismo contemporâneo, que tende a ser hereditário, embora não seja obrigatório que o filho de um sacerdote venha a seguir a profissão do pai.

Os sacerdotes de grau inferior recebem o nome de “ervad”. Para aceder a este grau inicial é preciso conhecer de cor as escrituras do zoroastrismo, bem como a lei. O ervad desempenha apenas uma função de assistente nas cerimônias mais importantes da religião. Acima deste encontra-se o “mobed”, e por sua vez, acima deste o “dastur”; responsável pela administração de um ou vários templos (o cargo de dastur pode ser comparado ao do bispo cristão).




Locais de culto - Os templos religiosos do zoroastrismo, onde se desenrolam as cerimónias e são celebrados os festivais da religião, são conhecidos como "Templos de Fogo".

Estes edifícios possuem duas partes principais. A mais importante é a câmara onde se conserva o fogo sagrado, que arde numa pira colocada sobre uma plataforma de pedra. Os sacerdotes zoroastrianos visitam o fogo cinco vezes por dia e procuram mantê-lo acesso, fazendo oferendas de sândalo purificado. Recitam também orações perante o fogo com a boca tapada por um tecido, de modo a não contaminarem o fogo. Este respeito pelo fogo sagrado levou a que os zoroastrianos fossem chamados de "adoradores de fogo" - o que constitui um erro, já que o fogo não é adorado em si, mas como um símbolo da sabedoria e da luz de Ahura Mazda. Os templos de fogo mais importantes do Irã e da Índia mantêm uma chama de fogo sagrado a arder perpetuamente.




Rituais - O zoroastrismo não determina que os membros devam realizar um número obrigatório de orações por dia. Os zoroastrianos podem decidir quando e onde desejam orar. A maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, invocando a grandeza de Ahura Mazda. As orações são feitas perante uma chama de fogo.

O “Navjote” (ou ‘Sedreh-Pushi’ para os zoroastrianos do Irã) é uma cerimônia de iniciação obrigatória, destinada às crianças, que deve acontecer entre os sete e os quinze anos de idade. Antes da cerimônia começar a criança toma uma banho ritual de purificação (‘Naahn’). Depois é conduzida pelo mobed, na presença familiares e amigos, a receber o “sudreh” (ou ‘sedra’, uma veste branca de algodão) e o “kusti” (um cordão feito de lã) que ata na sua cintura. A partir deste momento o zoroastriano deve usar sempre o sudreh e o kusti.

O casamento zoroastriano implica dois momentos distintos. No primeiro os noivos e os seus padrinhos assinam o contrato de casamento. Segue-se a cerimônia propriamente dita, durante a qual as mulheres da família colocam sobre a cabeça dos noivos um lenço, e simultaneamente dois cones de açúcar são esfregados um contra o outro. O lenço é então cozido, simbolizando a união do casal. As festas do casamento podem prolongar-se entre três e sete dias.




Práticas funerárias - Os zoroastrianos acreditam que o corpo humano é puro e não algo que deve ser rejeitado. Mas quando uma pessoa morre e o seu espírito deixa o corpo, num prazo de três dias o seu cadáver torna-se impuro. E uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza, não se deve poluí-la com um cadáver. Assim, os cadáveres dos zoroastrianos, tradicionalmente não são enterrados, mas colocados ao ar livre para serem devorados por aves de rapina, em estruturas conhecidas como Torres do silêncio (‘dokhma’).

Após a morte, um cão é trazido perante o cadáver, num ritual que se repete cinco vezes por dia. No aposento onde se encontra o cadáver arde uma pira de fogo ou velas, durante três dias. Durante esse tempo os parentes e amigos vivos evitam o consumo de carne. Os participantes no funeral vestem-se todos de branco, procurando-se evitar o contacto direto com o defunto. O cadáver (sem roupa) é então depositado numa torre do silêncio. Depois das aves terem consumido a carne, os ossos são deixados ao sol durante algum tempo para secarem. Por motivos vários (a diminuição da população de aves de rapina e a ilegalidade dessa tradição em alguns países) esta prática tem sido abandonada. Zoroastrianos residentes em países ocidentais, e até mesmo no Iran e na Índia, optam pela cremação.


Festas - As comunidades zoroastrianas atuais segem três calendários diferentes: o “Fasli” (usado pelos iranianos e alguns parses), o “Shahanshahi” (usado pela maioria dos parses) e o “Qadimi” (o menos utilizado), o que significa que as festas religiosas podem ser celebradas em diferentes dias. Nesses calendários, os meses e dias do mês recebem o nome de um Amesha Spenta.

Os zoroastrianos celebram seis festivais ao longo do ano - os chamados “Gahanbars” - cujas origens se encontram nas diferentes atividades agrícolas dos antigos povos do planalto iraniano e nas estações do ano.



“Noruz” é o Ano Novo Persa, celebrado no dia 21 de Março no calendário Fasli (os Parses celebram o Noruz em meados de Agosto). Neste dia os zoroastrianos colocam nas suas casas uma mesa com sete itens: um vaso com rebentos de lentilhas ou de trigo, um pudim, vinagre, maças, alho, pó de sumagre, frutos da árvore jujube. Outros elementos que enfeitam a mesa são moedas, o Avesta, um espelho, flores e uma imagem de Zaratustra. O Noruz é celebrado com o uso de roupas novas, com o consumo de pratos especiais, com a troca de presentes e a celebração de cerimônias religiosas. O fogo tem nesse dia um significado especial. Seis dias depois do Noruz os zoroastrianos festejam o nascimento de Zaratustra.


Nos Gathas, Zarathustra fala do "Grande Senhor":

"Deus é UM. Sagrado; Bom; Criador de todas as coisas, tanto materiais como espirituais, através de Seu Santo Espírito; Ele é a Vida e O que dá a vida. Ele é Bom porque é Produtivo e faz com que tudo se desenvolva. Sua 'Unicidade', entretanto, é uma unidade na diversidade, uma vez que Ele se manifesta sob vários Aspectos: o Espírito Santo, através de Quem Deus cria; o Bom Pensamento, através do qual inspira o profeta e santifica o homem; a Verdade, a Retidão ou Ordem Cósmica ('Asha'), pela qual mostra aos homens como se ajustarem ao Cosmos pela honradez; a Soberania, através da qual regula a Criação; Totalidade, que é a plenitude de Seu Ser; a Moralidade, pela qual derrota a Morte."

 
Fontes e bibliografia:
Bausani, Alessandro - "Lo Zoroastrismo" in Le Grandi Religioni, dir. Angelo Solmi, Volume VI. Milão: Rizzoli Editore, 1964.
M. Boyce, (1987): Os Sacerdotes e Homens, Boletim de Estudos Orientais e Africanos, Vol. 50.
Arquivo Barsa Planeta
J. Duchesne-Guillemin, (1973): Religião de Irã Antigo, Bombay,
Profº J. Laércio do Egito - F.R.C.
S. K. Hodiwala, (1924): Religião Indo-iraniana, Diário do K. R. Cama Ori-ental Instituto, Vol. 10
H. Humbach e PÁG. Ichaporia, (1994): A Herança de Zarathushtra, Heidelberg