Estranho caso de um possível implantado

30-04-2010 19:12

Ele acredita que um objeto fora implantado em seu rosto por seres alienígenas e fornece indícios.

 

Por Pepe Chaves

Itaúna-MG

Para UFOVIA

www.viafanzine.jor.br

 

Objeto de apenas três milímetros, retirado da face de uma pessoa no interior de Minas Gerais.

Este pequeno objeto pode possuir propriedades magnéticas, pois se apruma em 90º sobre a parte mais fina.

 

INUSITADO - Fato verídico. Num e-mail, ela comentou com a amiga Mariana (nome fictício): “Lembra o grupo de cura que eu havia entrado e que estava muito entusiasmada? Bem, participei com minha família (marido e filhos) das quatro sessões de cura, onde pedi para que houvesse uma limpeza a nível espiritual e físico, harmonizando corpo, a mente, a alma e o espírito. No dia posterior a última sessão, meu marido teve um sonho em que nadava em um lago de águas límpidas e cristalinas. De repente o lago se transformou em lama e ao sair da água o seu corpo estava coberto por espinhos. No sonho eu e o meu filho mais velho tentávamos tirar os espinhos, mas em vão, pela grande quantidade cravada em seu corpo. O meu marido então, encheu os pulmões de ar e tampou o nariz, numa tentativa de expulsá-los na ‘pressão’. Pela manhã, ao acordar, ele me contou o sonho, ao levantar deparei-me com uma enorme quantidade de pequenos objetos em forma de "U", de um material desconhecido. Parecia com um grampo de nylon ou aço de cor grafite. Eram inúmeros espalhados ao redor da cama em que dormíamos, e os encontramos somente em nosso quarto. Seja o que for, houve a materialização do que ele sonhou”.

 

Na mesma mensagem, ela segue falando sobre o marido: “(...) há duas semanas eu notei um ponto preto na face esquerda dele (Carlos). Pensei ser cabelo encravado da barba. Espremi a pele, em vão, só rompeu como se fosse uma pequena espinha. Passados dias, aquele ponto me chamava sempre a atenção, até que ontem eu tentei mais uma vez retirá-lo, pois parecia ser um fio de barba que não conseguia romper a pele. Bem, espremi... Primeiro saiu uma secreção amarelada, depois uma ‘água’ rosada (sangue), mas nada do cabelo sair. Não desanimei, pois vi que havia algo para sair. Aos poucos foi surgindo uma ponta e por fim havia tirado um ‘corpo estranho’. Media mais ou menos uns três milímetros, de cor chumbo, afilado como um espinho. O mais estranho é que não era cabelo, nem cravo. Mais tarde, verificando em um microscópio doméstico, vimos que não é fibroso como tecido, tem magnetismo, pois ficou em pé na lâmina e foi atraído por uma chave de fenda. Mariana, ao seu ver, é algo estranho ou estamos ‘viajando’?”, pergunta à amiga.

 

Ela se chama Amanda (nome fictício), 43 anos, professora, com bacharelado em Ciências Econômicas. Vive em uma cidade do interior de Minas Gerais (Brasil) e desde a infância, ouve casos de avistamentos de UFOs e sondas na família, além de outros nada convencionais. Seu marido, Carlos, 46 anos, gerente financeiro, formado em Relações Públicas/Publicidade e Propaganda, vivencia experiências inusitadas, de cunho extraterrestre, que acabam por envolver toda a família.

 

O primeiro contato de Amanda comigo se deu em 30 de maio de 2005, quando recebi um e-mail, onde ela me contou que, “Pesquisando sites sobre a ‘Mãe do Ouro’, em Minas Gerais, a pedido de seu filho Roberto (nome fictício), de sete anos que é fascinado pelo assunto, deparei com uma matéria de sua autoria, na UFOVIA”. Amanda me contou naquela época, sobre alguns casos de avistamentos da chamada “Mãe do Ouro”, uma bola de luz dourada e de pequenas dimensões que trafega pelos sertões do Brasil. É um objeto voador, supostamente teleguiado e tido como uma espécie de sonda por determinados pesquisadores já foi fartamente avistado pela população rural brasileira e passou a se incorporar em seu folclore. Na ocasião em que me escreveu, Amanda não narrou nenhuma experiência estranha ou qualquer anomalia envolvendo pessoas de sua família, me pareceu serena (como ainda parece) e se ateve no assunto da Mãe do Ouro e das sondas. Ela nos contou casos do avistamento de tais luzes por habitantes de sua cidade, nas cercanias de uma conhecida serra da região. “De um tempo para cá, casos como este se tornou uma constante em nossa casa, ao relembrar histórias de nossos avós, mãe e tios mais velhos”, afirmou.

 

Seu segundo contato comigo, ocorreu mais de dois anos depois, no dia 21 de novembro de 2007, quando me enviou por e-mail algumas fotografias de objetos capturados sem perceber. Sem maiores análises (até porque, não sou perito em imagens), comentei com ela que poderia se tratar de pássaros os tais objetos e que, posteriormente, alguns amigos meus que viram as imagens, também julgaram se tratar de pássaros ou insetos.

 

Em resposta ao que propusemos, ela me disse acreditar que eram realmente UFOs aquelas marcas que apareciam nas imagens. E me contou porque pensava assim. Falou então sobre as estranhas ocorrências vividas por seu marido, Carlos (nome fictício).

 

Em K-PAX, o protagonista diz ter vindo de um planeta sombrio e acaba internado num hospício.

 

SEMELHANÇAS COM 'K-PAX' – Amanda contou que, “A história do Carlos, meu marido, vem de longa data. Como Paul Louis Jacques, ele acredita que, desde menino, com saúde muito debilitada, teve o seu corpo substituído por outro ‘ser’ (Entrante). Não guarda lembranças da infância e não alimenta nenhuma ligação afetiva com a sua família terrena (pai, mãe e irmãos)”.

 

Na hora, me veio à lembrança que Carlos poderia ter se inspirado no protagonista de K-PAX - filme de ficção científica, lançado em 2001, dirigido por Ian Softley e interpretado por Kevin Spacey e Jeff Bridges. Ela continuou explicando sobre o comportamento de Carlos e, tal como no enredo da citada produção cinematográfica, “Ele acredita ter vindo ao planeta em missão (todos nós viemos – risos), para presenciar algum Grande Episódio, o qual a Terra passará”.

 

Ainda em sintonia com o conteúdo de K-PAX, Amanda informa que, “Ele tem recordações de ter vindo de um planeta sem vegetação, escuro com edificações, onde predominava um tom cinza e marrom. Disse que possuía poderes e de suas mãos e do terceiro olho saíam um facho de luz intenso. Sente que o seu corpo espiritual é muito maior do que o físico. Desde sua adolescência ele diz manter contato com seres, que denomina de ‘Mentores’. Estes informam alguns acontecimentos futuros ou tiram alguma dúvida que o aflige. Aparentam ser muito altos, de cor acinzentada e expressão facial sem emoção; as informações são passadas telepaticamente de forma clara. Sinto que estes contatos deixam o Carlos tranqüilo, mais seguro”.

 

De fato, são fortes as semelhanças com K-PAX, onde o corpo do personagem principal é “invadido” e assumido pela personalidade (ou alma) de uma criatura “entrante” (que possui poder de invadir corpos), vindo de um planeta chamado K-PAX, descrito como um local sombrio e muito similar ao narrado por Carlos. No entanto, Amanda garantiu que o casal jamais assistira a tal filme. Indiquei então para que assistissem com urgência, pois tinha tudo a ver com o que ela me expunha a respeito do marido. Ela assegurou que assistiriam rapidamente.

 

Na noite do dia seguinte, em sua próxima mensagem, Amanda me disse que ela e Carlos assistiram ao filme indicado e que, “O Carlos sentiu certo alívio, tinha muito a ver com a história dele. Certos detalhes lhe chamaram a atenção, como a claridade que o incomoda, às vezes. Disse ter entendido um dos propósitos de estar aqui: para compartilhar a sua crença e suas experiências”.

 

O objeto de 3mm retirado do rosto de Carlos

começa a se aprumar sobre uma folha de papel.

 

ALTERAÇÕES NO HUMOR E UMA DESCOBERTA - Na mesma mensagem, Amanda aprofundou um pouco mais no assunto e contou que em outubro de 2005 o comportamento de Carlos alterou demasiadamente. A pessoa educada, gentil, doce e amável que sempre foi, tornou-se agressiva, amarga, insatisfeita e irritadiça. A princípio, acreditou se tratar de estresse, devido à pressão profissional. “Daí começou uma busca interminável ‘de nada’ e a vida dele se tornou vazia. Quase não falava, vivia recuado, evitava compartilhar momentos em família, perdeu a identidade e seu comportamento tornou-se instável. A expressão facial mudou completamente, a cor da pele, os olhos... Parecia ser outra pessoa. Ao meu modo de ver, se tratava de um caso de obsessão ou de personalidade bipolar. Eu desconhecia a pessoa com quem convivi tanto tempo. Até os filhos estavam assustados com o homem que se apresentava diante de nós”, declarou.

 

Mas, tudo começaria a mudar, quando, em abril de 2006, Amanda notou um ponto preto na face esquerda de Carlos, que chamou sua atenção. Pensando em se tratar de um cravo, tentou retirar, mas não conseguia, apesar de espremê-lo com as unhas. “A minha preocupação era em não machucá-lo, pela força que eu estava empregando, mas ele não sentia dor no local. Desde outubro de 2005, Carlos havia passado por vários médicos especialistas (cirurgião-dentista, neurologista, otorrino e Clínica da Dor - Unimed), devido às dores horríveis que vinha sentindo neste lado do rosto. Foi diagnosticada Nevralgia do Trigêmio”, disse ela.

 

Na semana seguinte, ainda incomodada com o ponto escuro na face do companheiro, ela espremeu o “cravo” com mais força, usando uma pinça para auxiliar, porque realmente não queria sair. Com muita dificuldade foi aparecendo uma ponta arredondada que persistia em ficar agarrada à pele. “Notei que era um metal e mais interessante foi que a ponta fina estava voltada para a parte externa da pele. Quando retirei o objeto que media três milímetros, ele ficou grudado na pinça como que um imã”, conta. Mas a maior surpresa ainda estava por vir, “Depois o colocamos em uma folha de papel branca e ele aprumou, se equilibrando totalmente pela ponta mais fina [foto, acima e abaixo]. Apesar de pequeno, ele transmitia uma força estranha, parecia que a qualquer momento poderia se apresentar em outra forma”, assegura.

 

O minúsculo objeto retirado era realmente parecido com um espinho. Carlos o guardou como souvenir, mas com certa indignação, pois, ele tinha certeza que se tratava de um implante alienígena. Estava ciente de que o mesmo fora inserido em seu rosto sem a sua permissão e sem ao menos ele perceber. Para ele, pior que isso, era desconhecer a intenção de tal fato. Segundo Amanda, “Ele sempre pressentiu que tivesse implantes em seu corpo, porque de vez em quando, surgiam pequenas cicatrizes como quelóides em suas costas. Mas agora era demais, estava mesmo com raiva. ‘Onde estavam os ‘Mentores’ que permitiram esta experiência?’, perguntava ele”.

 

Amanda contou também que, Carlos, frustrado por ter sido ‘usado’, quis saber de seus ‘Mentores’, por que implantaram ou permitiram a colocação de tal implante em seu corpo. Segundo ela, alegaram “Eles” que o procedimento havia ocorrido para o seu próprio bem e que Carlos teria permitido o implante a nível inconsciente, mas não poderia compreender de modo consciente, a envergadura do que se passava.

 

Amanda afirma que depois desse episódio, o comportamento de seu marido voltou a normalizar. Porém, durante o tempo em que viveram estas experiências, em busca de harmonia e conforto espiritual, Amanda e toda família acabaram por freqüentar algumas reuniões de um grupo de cura, onde o assunto do desconforto de Carlos foi tratado abertamente. Ainda em busca de mais esclarecimentos, o caso de Carlos foi também levado a uma amiga pessoal chamada Mariana, terapeuta holística, psicóloga e que se interessa por tais fenômenos. Segundo consta em correspondências eletrônicas enviadas por Amanda a que este autor teve acesso, Mariana acredita na possibilidade de que o implante possa ter sido introduzido pelos próprios membros do tal grupo de cura que freqüentaram, como parte de algum trabalho espiritual.

 

Contudo, o casal tende a crer que o objeto extraído do rosto de Carlos seja mesmo um “implante biopositrônico”, dispositivo pelo qual encontrou referência em pesquisas na internet e que se assemelha bastante com o objeto em questão. Para alguns pesquisadores de implantes, tal dispositivo seria uma espécie de mini-máquina inteligente, criada para se adaptar à carne humana e, a partir dali, poderia desenvolver múltiplas funções operacionais, como por exemplo, colher e enviar dados sobre o organismo da pessoa implantada, bem como visualizar e enviar informações acerca do ambiente e demais pessoas com quem convive o implantado.

 

Objeto retirado se inclina em ângulo de 90º sobre uma folha de papel.

 

IMPLANTES METÁLICOS - Através da literatura especializada, sabemos que a constatação de implantes em seres humanos surgiu logo após a primeira “onda mundial de abduções”, ocorrida em diversos pontos do globo, ainda na década de 1950, porém pode ter surgido antes. Mas somente nas décadas de 1960, 70 e 80 médicos norte-americanos descobriram corpos estranhos nos organismos de alguns pacientes com histórico de vivência ufológica (sonhos premonitórios, visões e a realidade da abdução violenta e de estar dentro de astronaves extraterrestres, à presença alienígena). As descobertas se deram através de exames de raio-x e ultra-sonografia. A partir de então, tais equipamentos passaram a ser utilizados para sondagem humana em busca de implantes. E, vale dizer, em diversos casos de pessoas que alegavam contatos com seres extraterrestres, os exames de raio-x e ultra-sonografia constaram a presença de implantes.

 

Quando se tornou fato que, corpos estranhos estavam sendo encontrados em pessoas com “perfis ufológicos”, alguns destes médicos se aprofundaram nas pesquisas, ainda que bastante criticados pelo meio acadêmico. Alguns se especializaram na pesquisa e retirada de implantes de seres humanos e constataram que, em determinados casos analisados, a composição do corpo estranho era de origem metálica, composto por material desconhecido.

 

Criados (não se sabe por quem) para desempenhar funções mecânicas de monitoramento, os primeiros implantes que foram retirados de corpos humanos mais pareciam com uma pedrinha comum de poucos milímetros. Geralmente, de formato irregular, não havendo nenhuma particularidade ou característica maquinal aparente. Contudo, acreditam determinados pesquisadores, que tais artefatos, afixados no corpo de uma pessoa, funcionem como uma espécie de “chip”, contendo memória e podendo enviar/receber dados. Assim, estes “micro-aparatos” funcionariam então com o intuito de monitoramento pessoal de seus portadores. Segundo o histórico especializado, também é fato que, na maior parte dos casos onde implantes foram retirados cirurgicamente do corpo de uma pessoa, esta passou a ter saúde irregular, inclusive, em alguns dos casos, distúrbios psíquicos e biológicos, depressão e até óbito.

 

Sabemos também que, desde os anos de 1940, sobretudo na Segunda Guerra e no pós-guerra, diversos testes utilizando implantes foram administradas, de forma escusa, em animais e seres humanos por alguns laboratórios governamentais ou agências de inteligência. Inclusive, no Brasil, é provável que determinados casos enfocados pela ufologia nacional e tidos como de abdução por alienígenas, sejam, em verdade, abdução por militares – mas, este é outro assunto.

 

Trena mostra medida do objeto retirado: 3mm.

 

BIO-IMPLANTES - Ocorre que, uma linha de pesquisadores de vanguarda defende que os implantes inseridos por alienígenas em seres humanos atualmente (e também há alguns anos) são de última tecnologia. Ou seja, seriam os chamados “bio-implantes”. Geralmente, tais máquinas são feitas do próprio material orgânico da pessoa que vai ser implantada e assim, se torna impossível detectá-las no corpo de uma pessoa pelos meios mecânicos conhecidos (como raio-x e ultra-sonografia).

 

Uma pesquisadora que defende esta idéia é a médica carioca doutora Analígia dos Santos Francisco. Destacada profissional da psiquiatria brasileira e também pesquisadora de casos de abduções, Analígia nos declarou em certa ocasião, que não tem dúvidas de que diversas pessoas são implantadas constantemente no mundo, sem se darem conta disso. Segunda ela, dificilmente essas pessoas terão ciência de tais ocorrências em suas vidas, vez que os implantes utilizados atualmente são de uma “nova geração”: feitos de material orgânico retirado do corpo do próprio implantado e, portanto, não detectados pelos meios conhecidos cientificamente.

 

Então, se, de fato, Amanda encontrou um bio-implante alienígena no rosto de seu marido Carlos (como crêem eles), podemos dizer que, sem dúvida alguma tal descoberta pode ser vista como um lance da mais extrema sorte. Sobretudo, pela forma como se deu a constatação do “ponto escuro”, sua retirada e a verificação de algumas propriedades incomuns, apresentadas ínfimo objeto. E – acreditamos –, caso seja mesmo um bio-implante ou algo da mesma natureza, a pequena máquina pode ainda estar em pleno funcionamento.

 

POR TELEFONE - No dia 13 de dezembro de 2007, Amanda falou comigo durante 18 minutos por telefone celular em ligação interurbana. Ligou a meu pedido, apenas com o intuito de reafirmar as mensagens enviadas e também para autenticarmos sua identidade, bem como local de sua residência – já que iria permitir que eu verificasse o prefixo de seu telefone. O prefixo telefônico conferiu com a cidade que ela disse residir. No telefonema, Amanda confirmou tudo o que declarou por e-mail. Afirmou que Carlos ainda guarda o pequeno objeto e que ambos acreditam mesmo se tratar de um implante de origem alienígena.

 

Ainda por telefone, Amanda contou que, por sugestão de uma outra amiga dela, terapeuta holística, que também se inteirou do caso, ela e Carlos fizeram uma curiosa experiência com o objeto: tentaram introduzi-lo em um pedaço de carne de boi. Com a extremidade fina “fincando” contra a carne, forçaram para inseri-lo dentro do naco, mas não conseguiram perfurar a carne de modo algum. Carlos então teve a iniciativa de fazer um corte com uma faca na carne, colocou o objeto dentro da abertura, fechou e deixou a carne no refrigerador. Depois de 24 horas, retiraram a carne e, segundo Amanda, verificaram que uma espécie de “filamentos fibrosos” teria surgido em torno do pequeno objeto. Ela acredita que o objeto, semelhante a um pequeno espinho, desenvolveu uma forma de se “agarrar” à carne que se encontrava a sua volta - independente que esta seja de origem humana ou animal - obedecendo assim, os princípios a que teria sido criada a pequena máquina.

 

Sua voz ao telefone me pareceu de uma pessoa normal, transmitiu confiança e autenticidade. Pronuncia um português correto, parece ser culta e bastante consciente. Não me inspirou desconfiança por nenhum momento, tanto, que resolvemos fazer esta matéria, unicamente, com o intuito de que o caso chame a atenção de pesquisadores dessas ocorrências que, porventura, possam ajudar de alguma forma ou trazer algum esclarecimento útil ao casal.

 

Depois da experiência vivida e após pesquisar fartamente o assunto em busca de possibilidades (inclusive, patológicas) que explicassem o que estava a se passar, o casal crê que tais objetos, seriam implantados em seres humanos, por seres de espécies superiores à nossa e integrantes de civilizações alienígenas (desconhecidas). Seriam criaturas vindas de pontos desconhecidos do Cosmos, muitíssimas mais desenvolvidas que a atual civilização terrestre - nos mais amplos aspectos. Por isso, teriam “Eles”, inúmeros recursos para se agirem completamente (ou quase) imperceptíveis ao nosso meio, além do fato de que o nosso senso perceptivo não nos permite a mínima “condição biológica” para detectá-los, tampouco compreendê-los à extensão dos perímetros de suas razões ou em torno de seus projetos e engenhos utilizando seres e humanos e introduzidos em nosso ambiente. O casal parece consciente e não me pareceu estar a “fantasiar” suas experiências. No entanto, demonstra, sim, uma natural ansiedade e até mesmo uma profunda inquietude, no sentido de poder discernir as nuances sombrias da situação vivida.

 

Sobre os objetos que Amanda e Carlos entenderam como sendo grampinhos em forma de "U" [foto abaixo], que teriam sido encontrados no quarto sem mais explicações, o casal acredita que, de alguma maneira tais objetos se materializaram após o sonho de Carlos - conforme descrito no início dessa matéria. Amanda explica como era cada “grampinho” desse: “Imagina a espessura de um grampo de grampeador, só que de formato arredondado, liso e com a aparência de um nylon resistente, lembrando fragmentos de palha de aço”. Ela assegura que, “Não guardei nenhum deles com receio de ser materialização de alguma limpeza espiritual”, porém, os grampos foram registrados em fotografias.

 

Acreditando que o pior já passou e demonstrando afeto pelo marido, Amanda garante, “Tenho uma grande amizade e ternura por ele, pois é uma boa pessoa. O conheço desde 1985, quando optamos em construir a nossa pequena família, em um ambiente tranqüilo, de união, em que impera o respeito, o amor, a verdade e a fé em Deus, cultuamos os princípios morais, éticos e religiosos. Acredito que pela onda vibracional de amor, oração e comunhão com o bem e a luz, o corpo físico e o mental estão expulsando os ‘corpos estranhos’ a esta nova energia”.

 

 Objetos que o casal entendeu como "grampos": surgiram inexplicavelmente no chão do quarto.

 

REALIDADE & FICÇÃO - Realmente, este é um caso intricado e de difícil pesquisa ou aprofundamento, que dirá, de julgamento, por parte de quem quer que seja. Haja vista que nossa ciência ainda não consegue discernir o que poderia ser de fato, um caso de contatismo extraterrestre de um caso patológico da psiquiatria clínica. Bem sabem os expectadores de K-PAX que, ao declarar publicamente ter vindo de outro planeta o protagonista da trama foi parar e permaneceu num hospício (até “fugir”), antes que tivesse a mínima chance de explicar (ou tentar) que se passava um fato incomum. Tal fato verídico, vivido por qualquer pessoa da Terra, seria visto de forma desatrelada dos mecanismos convencionais da nossa atual ciência e assim, sem dúvidas, seria taxado como um ato de loucura. Mas, eis que a produção cinematográfica (mesmo que somente uma reflexiva obra de ficção) vem nos mostrar que, se um caso desse calibre fosse realmente verídico e tendo ocorrido junto à atual estrutura social globalizada, seja em qualquer nação do globo, fatalmente seria tratado como da psiquiatria; podendo ser rotulado como esquizofrenia, distúrbio bipolar, de personalidade e/ou mental, entre outros.

 

O caso de Carlos nos mostra que a vida se entrelaça à ficção e vice-versa. E ficam as interrogações: A produção de K-PAX fora inspirada em um caso verídico, semelhante ao de Carlos ou viria apenas inspirar para que surgissem outros casos semelhantes, ainda que “inconscientes”? Poderia tudo isso se tratar de um ledo engano ou uma má interpretação dos fatos por parte da vítima e sua esposa, causada pela predisposição (criada em sua infância) de acreditar que viera de outro planeta? Ou o que ocorre com Carlos, seria apenas um distúrbio de ordem puramente psíquica, onde todo o ambiente ao seu redor entra em conivência para convencê-lo daquilo? Ou poderia mesmo, ocorrer que sua alma (ou apenas sua consciência ou essência) seja mesmo originária de outro planeta, qual fora verdadeiramente inserida, através de algum processo desconhecido em nosso meio para registrar (como ele crê) um “fato histórico” prestes a ocorrer do ponto de vista planetário? Não sabemos. Talvez nunca saberemos de modo conclusivo o que se passa em torno das experiências desse rapaz, mas esperamos que a harmonia retorne definitivamente à sua vida e de sua família.

 

Dificilmente saberemos até onde se estende a verdadeira “razão existencial” dos mais disformes seres vivos que possivelmente habitam as “inúmeras moradas existentes na casa do Pai Universo”, enquanto a atual “razão terrestre”, permanecer limitada por si mesma e ainda se sucumbir às explicações daquilo que sabemos existir, mas que teimamos ignorar ou que, no melhor das hipóteses, apenas se tornou mais conveniente rotular de “irracional”, “louco” ou “inexplicável”. Fato verídico.

 

*  *  * 

 - Notas do editor:

 

1) Como não somos especialistas no assunto, senão somente meros repórteres, procuramos tratar esta matéria de um ponto de vista jornalístico e neutro, porém, sempre respeitando a convicção das pessoas enfocadas. Tanto este editor quanto os protagonistas do presente caso têm esperança de que esta matéria possa vir esclarecer ou acrescentar aos estudos e pesquisas desenvolvidas por pessoas de todo mundo acerca do ainda incompreensível panorama das abduções e dos implantes alienígenas.

 

2) Caso algum pesquisador de abdução ou implantes possa auxiliar  neste caso de alguma forma, favor entrar em contato pelo e-mail pepechaves@gmail.com. Pedimos para que entrem em contato, somente pessoas que não nutram mera curiosidade pelo assunto.

 

* Pepe Chaves é editor do jornal Via Fanzine e do portal UFOVIA (www.viafanzine.jor.br), de Itaúna-MG.

- Fotos: Arquivo da família/Arquivo UFOVIA/K-PAX (divulgação).

- Mais sobre K-PAX (2001): Pesquise nos buscadores da internet. Filme ainda disponível em diversas locadoras.

- Produção: Pepe Chaves.

  © Copyright 2004-2008, Pepe Arte Viva Ltda. 

https://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/implantes.htm 

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